Professores reúnem-se em 15 cidades para preparar protestos contra prova docente

Professores reúnem-se em 15 cidades para preparar protestos contra prova docente

 

Lusa / AO online   Nacional   19 de Jul de 2014, 19:45

O movimento de professores 'Boicote&Cerco' está a organizar reuniões de docentes em vários espaços comerciais ou frente a escolas, em 15 cidades, para preparar os protestos de terça-feira, dia marcado para a prova de avaliação docente.

 

“As movimentações nas redes sociais estão ao rubro. Prevê-se uma adesão muito grande”, disse hoje à Lusa o professor Francisco Rodrigues, do movimento ‘Boicote&Cerco’.

As reuniões de docentes vão decorrer em Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Coimbra, Barreiro, Évora, Guarda, Faro e Guimarães pelas 21:00 de domingo e em Almada Lisboa e Beja ao final da tarde de segunda-feira.

O movimento admitiu na sexta-feira voltar invadir escolas para impedir a realização da nova chamada da prova de avaliação de docentes e apelou aos professores vigilantes para boicotarem o exame.

"Qualquer professor que for convocado para vigiar a prova pode simplesmente faltar, por exemplo, para ir a uma consulta médica, pode ter um furo, ou ficar preso no trânsito. [...] Os professores não são obrigados a humilhar os colegas", disse Aurora Lima, do movimento "Boicote&Cerco".

Aurora Lima, que falava aos jornalistas durante uma ação de protesto convocada para o Ministério da Educação, em Lisboa, à qual compareceram sete professores e onde estiveram uma dúzia de polícias, adiantou que o movimento tem em preparação uma série de iniciativas de contestação à realização de uma nova chamada da prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC), convocada para terça-feira.

O Ministério da Educação convocou para terça-feira a realização da prova para os professores com menos de cinco anos de contrato que, “por motivos alheios à sua vontade”, não conseguiram realizar o exame em dezembro de 2013.

A decisão foi já criticada pelos sindicatos de professores, que consideram que a marcação da prova com tão pouco tempo de antecedência visou inviabilizar a convocação de uma greve de professores para esse dia.

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