Professores nos Açores unânimes pela limitação de contratações sucessivas

Professores nos Açores unânimes pela limitação de contratações sucessivas

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   13 de Jan de 2017, 14:18

O presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), José Pedro Gaspar, afirmou existir "unanimidade" entre a classe para que o Governo Regional limite as contratações sucessivas.

 

"Aquilo que a classe docente contesta é este recurso abusivo à contratação sucessiva sem que haja regras. Um docente pode estar sucessivamente contratado, sete, oito, 10, 12 e 15 anos", afirmou José Pedro Gaspar, em declarações à agência Lusa.

O presidente do sindicato falava à margem da reunião plenária que o sindicado está a realizar em simultâneo em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, e em Santa Cruz da Graciosa e que concluiu uma ronda de reuniões de professores e educadores de infância.

Segundo o dirigente sindical, os plenários iniciaram-se a 06 de janeiro, em todas as ilhas, para analisar a proposta de revisão do Decreto Legislativo Regional que altera o Regulamento de Concurso do Pessoal Docente na Região.

José Pedro Gaspar disse que a reivindicação para limitar as contratações sucessivas já foi feita "no final do ano passado" junto da secretaria regional da Educação e Cultura, na sequência do processo negocial no âmbito da revisão do regulamento de concurso do pessoal docente, mas garantiu que os docentes "vão continuar a insistir" no cumprimento da lei para que ao fim de três contratações o trabalhador seja integrado no quadro.

"E aquilo que a classe docente unanimemente está a manifestar é a sua discordância relativamente ao facto de não termos uma norma limitativa das contratações", sustentou o presidente do SDPA, lembrando que a nível nacional foi criada uma limitação, mas a região "fica à margem deste cumprimento".

Para o dirigente sindical, há nos Açores "um desfasamento enorme quanto ao que se passa a nível nacional".

Além disso, "os docentes quando entenderem que as condições de acesso à profissão a nível do Ministério da Educação são preferíveis, relativamente ao que acontece nos Açores, certamente que vão preferir trabalhar noutro contexto e integrarem-se nos quadros do Ministério da Educação", sustentou.

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