Procura de bens e serviços de consumo de energia é elevada nos jovens dos 18 aos 34 anos


 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Ago de 2016, 18:31

A procura de bens e serviços ligados ao consumo de energia é elevada, especialmente nos jovens entre os 18 e 34 anos, também conhecidos como os 'millennials', revela um estudo global da Accenture.

O estudo anual sobre os consumidores de energia chama-se "The energy consumer: thriving in energy ecosystem" e analisa as respostas de mais de 9.500 inquiridos em 17 países, com Portugal incluído.

Uma das conclusões é de que "os millennials' exercem uma forte influência sobre as principais tendências de fidelização dos consumidores num contexto marcado por um vasto e complexo conjunto de fornecedores de energia concorrentes que oferecem produtos, serviços e experiências inovadoras", refere a Accenture, em comunicado.

Os resultados dos 500 inquiridos em Portugal, com o universo de 'millennials' a representar 39%, demonstram que os consumidores portugueses "estão alinhados com a média global quanto ao grau de confiança que têm no seu fornecedor de energia: 47% têm essa confiança em relação a informação sobre produtos de distribuição de energia como painéis solares, carregamento de veículos elétricos e serviços de manutenção ligados a baterias domésticas (média global é de 46%)".

No entanto, "a maioria dos inquiridos (51%) diz não receber ou ter recebido qualquer tipo de informação do seu fornecedor sobre recursos energéticos distribuídos (DER) nos últimos 12 meses e apenas 22% se recordam de a ter recebido", adianta a Accenture.

Mais de um quarto (28%) dos inquiridos portugueses afirmou "confiar inteiramente nas sugestões recebidas do seu fornecedor sobre otimização e eficiência dos consumos de energia", sendo que "este valor está também muito abaixo do valor médio da edição deste ano do estudo, que é de 40%", refere.

"Nesta matéria, os filipinos são os que mais confiam nessas sugestões, com 69%, e os britânicos, com 25%, os menos confiantes", adianta.

"Contudo, a confiança no operador parece estar a aumentar em Portugal. Comparando os dados do estudo de 2015 com os de 2016, verifica-se que na edição do ano passado, 48% dos inquiridos portugueses declaravam estar abertos a mudar de operador se detetassem condições mais favoráveis. Na edição deste ano, essa predisposição é declarada por 43%, cinco pontos percentuais a menos", acrescenta a Accenture.

"Na relação com o fornecedor de energia, os participantes portugueses neste estudo gastam quase 19 minutos (18,8 minutos) quando se trata de um contacto presencial, mas se o contacto for feito através de meios digitais, o tempo gasto desce para quase metade: 10 minutos", conclui.

O estudo aponta que os 'millennials' querem ser os primeiros a ter acesso a novos produtos e serviços de energia.

Por exemplo, "no que se refere à gestão do consumo de energia em casa, nos próximos cinco anos, 61% dos mais jovens estão recetivos a dispor de uma aplicação que monitorize e controle remotamente os equipamentos de casa versus os 36% dos consumidores com mais de 55 anos".

Mais de metade (56%) dos 'millennials', "o dobro das pessoas do escalão com mais idade, estão recetivos a adquirir um painel solar nos próximos cinco anos", acrescenta, salientando tratar-se também de uma geração mais exigente.

"Os fornecedores de energia devem ter em atenção esta e outras ideias para potenciar o negócio, porque as preferências e os comportamentos dos consumidores estão a mudar rapidamente e a alterar o mercado”, refere Nuno Pignatelli, diretor-geral da Accenture Portugal, citado em comunicado.

“As empresas de 'utilities' [fornecedoras de serviços básicos] bem-sucedidas terão de colocar o design no centro das suas operações e terão de encarar o cliente e as operações de retalho como ativos estratégicos”, concluiu o gestor.

Este estudo é feito há sete anos consecutivos e tem por base inquéritos feitos eletronicamente na língua nativa do país pela Harris Interactive para a Accenture.

Os países selecionados representam um conjunto de mercados regulados e competitivos. Em 2016, foram realizadas 9.537 entrevistas em 17 países, incluindo 1.358 nos EUA, 647 no Reino Unido, 532 no Canadá, e 500 em Portugal, Alemanha, Austrália, Brasil, China, Espanha Filipinas, França, Holanda, Irlanda, Itália, Japão Malásia e Singapura.

"A amostra é estatisticamente representativa da população de cada país, com exceção do Brasil, China, Filipinas e Malásia, onde a amostra é representativa da população urbana", refere a metodologia.


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