Procura das caixas negras do A320 da Egyptair pode levar vários dias

Procura das caixas negras do A320 da Egyptair pode levar vários dias

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Mai de 2016, 16:26

A procura das caixas negras do A320 da Egyptair que desapareceu na quinta-feira no Mediterrâneo com 66 pessoas a bordo pode levar ainda vários dias e exigir material especializado, explicaram à agência France-Presse fontes ligadas ao processo.

A procura das caixas negras do A320 da Egyptair que desapareceu na quinta-feira no Mediterrâneo com 66 pessoas a bordo pode levar ainda vários dias e exigir material especializado, explicaram à agência France-Presse fontes ligadas ao processo.

“A zona de buscas […] é quase tão grande como a do AF447”, o A330 da Air France que fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris e se despenhou no mar em 2009, disse uma das fontes, pedindo anonimato.

O relatório da investigação ao acidente de 2009 refere uma zona de buscas de 40 milhas náuticas de diâmetro, cerca de 74 quilómetros.

“Uma vez enviado para o local material de buscas especializado, vai ser preciso detetar os sinais para localizar as caixas negras e depois trazê-las à superfície. Isso vai demorar vários dias”, acrescentou.

“Vários dias” foi também a estimativa de outra fonte ouvida pela agência, também na condição de anonimato.

França enviou para a zona do acidente um navio patrulha, no local desde o final da manhã de segunda-feira, mas, segundo a Marinha francesa, a prioridade atualmente é a procura de elementos à superfície.

“Para já, a prioridade é a busca de quaisquer vestígios do avião - destroços, vítimas […] Centramo-nos nos elementos à superfície para otimizar a zona de buscas”, explicou um porta-voz.

O navio, com uma tripulação de 90 pessoas, tem nomeadamente a bordo dois agentes da polícia judiciária e equipamentos que permitem a localização das caixas negras, designadamente hidrofones, aparelhos que permitem captar sons debaixo de água instalados, um, na ponta de uma longa vara e, o outro, num pequeno robot submarino e que podem ser ativados a partir de uma lancha colocada no mar pelo navio-patrulha.

“O navio tem uma zona de buscas atribuída e as buscas são visuais. [Na segunda-feira] Foi muito difícil colocar lanchas no mar devido às ondas e à fraca visibilidade”, disse o porta-voz da Marinha.

“Os aviões de reconhecimento podem sobrevoar uma zona maior, pelo que têm mais probabilidades de detetar qualquer coisa”, acrescentou.

O voo MS804 da Egyptair fazia a ligação entre Paris e o Cairo com 66 pessoas a bordo, entre as quais um português, quando, cerca das 03:30 de quinta-feira (hora de Lisboa) se despenhou ao largo da ilha de Karphatos, no espaço aéreo egípcio.


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