Processo eleitoral para o governo tibetano no exílio inicia-se domingo

Processo eleitoral para o governo tibetano no exílio inicia-se domingo

 

Lusa/ AO Online   Internacional   18 de Out de 2015, 10:24

Milhares de tibetanos no exílio vão ser chamados às urnas no domingo para a primeira volta das eleições para o cargo de primeiro-ministro e dos membros do Parlamento, no exterior.

De acordo com a comissão eleitoral, mais de 86 mil tibetanos registaram-se para as eleições, na maioria na sede do governo tibetano no exílio, em Dharamsala, no norte da Índia, mas também junto das 60 assembleias eleitorais no resto do mundo.

Nos Estados Unidos estão inscritos nove mil votantes e na Europa mais de seis mil tibetanos, de acordo com Tenzing Norbu, da comissão eleitoral.

Os tibetanos devem eleger um dos cinco candidatos ao posto de Sikyong (primeiro-ministro).

São candidatos, Lobsang Sangay, atual chefe do governo no exílio, o porta-voz do parlamento tibetano no exílio, Penpa Tsering, o antigo funcionário da administração no exílio, Tashi Wangdu, o presidente de um movimento de ex-presos políticos tibetanos na China, Lukar Jam Atsok, e Tashi Topgyal.

Todos os candidatos apoiam a posição intermédia defendida pelo Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, sobre a “autonomia real” dentro da China, exceto Lukar Jam Atsok, que pede a independência do Tibete.

Os votos dos tibetanos exilados devem ser enviados para Dharamsala, onde vão ser contados, sendo que os resultados eleitorais só devem ser publicados no próximo mês de fevereiro.

Os dois candidatos mais votados enfrentam depois a segunda volta das eleições, agendada para o dia 20 de março de 2016.

Esta é a segunda vez que se realiza um processo eleitoral para o governo tibetano no exílio desde que o Dalai Lama separou o poder político do poder religioso, em 2011, ao ceder as competências políticas a um líder eleito democraticamente através do voto.

Lobsang Sangay, advogado formado em Harvard, nos Estados Unidos, venceu as primeiras eleições, tendo tomado posse como primeiro-ministro de um governo tibetano no exílio que nunca foi reconhecido por nenhum país.

O Tibete foi invadido pela República Popular da China em 1959.

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