Problemas são mais políticos do que financeiros

Problemas são mais políticos do que financeiros

 

Lusa/AO online   Economia   11 de Out de 2011, 19:20

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, declarou hoje que a União Europeia tem meios suficientes para resolver o problema da dívida da Grécia, frisando que a solução do problema se coloca mais no plano político que económico

"Os problemas da dívida existem e isso é resultado da ausência de uma devida disciplina financeira, mas, por enquanto, trata-se mais de um problema político do que financeiro", declarou Putin em Pequim, citado pela agência Ria-Novosti.

Em viagem pela China, Putin constatou que o problema da Grécia é o mais agudo, mas acrescentou: "mas se a memória não me engana, a Grécia constitui apenas dois por cento do PIB de toda a Europa. Claro que se pode resolver esses problemas".

O dirigente russo, baseando-se em cálculos de especialistas, considerou que são necessários entre um e 1,5 biliões de euros.

"Claro que não é uma quantia pequena, mas completamente suportável para a zona euro em geral", frisou.

"Não é assim tanto dinheiro para a zona euro, embora seja uma quantia considerável. Porque é um problema político? Porque, para concentrar esses recursos, os países mais importantes da Europa devem apoiar os que se viram em situação difícil. É preciso uma certa coragem política dos dirigentes desses países, porque a sua população não ficará muito contente com esse desenvolvimento dos acontecimentos", argumentou.

Segundo Putin, "no fim de contas, a solução do problema é vantajosa para toda a Europa unida, por isso é preciso fazer alguma coisa".

O candidato ao cargo de Presidente da Rússia estima que os acontecimentos na zona euro têm consequências negativas para toda a economia mundial, mas frisa: "não penso que os BRICS possam fazer algo de particularmente importante aqui, pois os grandes europeus têm recursos suficientes para solucionar estes problemas".

Por insistência dos jornalistas, Putin comentou também uma sua afirmação anterior sobre o "caráter parasita da economia americana".

"Ouçam uma série de peritos e dirigentes europeus, membros dos governos, líderes dos blocos económico-financeiros dos principais Estados da Europa. Eles dizem o mesmo, eu não disse nada de novo", afirmou.

O primeiro-ministro russo defendeu também o reforço do peso dos BRICS em estruturas como o FMI e o Banco Mundial.


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