Problema no sistema financeiro não é novo mas agora "está a ser resolvido"

Problema no sistema financeiro não é novo mas agora "está a ser resolvido"

 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   7 de Fev de 2017, 17:32

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou que o problema no sistema financeiro português não é novo, mas o executivo que lidera não fingiu que o desconhecia e está nesta fase a resolver a situação.

 

"Hoje, já toda a gente diz como uma grande descoberta que temos um problema no sistema financeiro. Quando o disse, aqui há um ano, caiu o Carmo e a Trindade porque era preciso fingir que não havia um problema com o sistema financeiro. Hoje, felizmente, não fingimos que há um problema e enfrentámos um problema", declarou António Costa.

Sem se referir no concreto ao executivo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, o chefe do Governo foi, contudo, direto: "O problema não era novo, o que é novo é que está a ser resolvido".

E prosseguiu: "A primeira condição para resolver um problema é identificá-lo, diagnosticá-lo e aplicar a terapia certa para poder ser ultrapassado".

Costa falava no Entroncamento, distrito de Santarém, na sessão de apresentação do Programa de Valorização das Áreas Empresariais, que prevê um investimento de 180 milhões de euros, dos quais 102 milhões em acessibilidades rodoviárias e 78 milhões na criação e expansão de zonas empresariais.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro abordou o Plano Nacional de Reformas e lembrou que este é o documento que pretende ser a "agenda para a década do país".

"É fundamental continuarmos a fazer este esforço, em conjunto, para podermos continuar a executar o nosso Programa Nacional de Reformas", pediu, dirigindo-se a deputados, autarcas, empresários e outros convidados da sessão desta tarde no Entroncamento.

O Programa Nacional de Reformas, curiosamente, foi o tema escolhido para o debate quinzenal com o primeiro-ministro, no parlamento, na quarta-feira à tarde, segundo disse à agência Lusa uma fonte parlamentar.

"Não podemos voltar a ter hesitações relativamente ao caminho que temos de seguir. E não podemos escolher o caminho mais cómodo, julgando que com atalhos chegamos mais depressa. Temos de ter a persistência de, ano após ano, seguir uma estratégia e executá-la com consequência", advogou o chefe do Governo.

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