Prisão preventiva para militar dos EUA suspeito de violar e tentar matar mulher na ilha Terceira

Prisão preventiva para militar dos EUA suspeito de violar e tentar matar mulher na ilha Terceira

 

LUSA/AO online   Regional   3 de Nov de 2016, 17:33

Um militar norte-americano da base das Lajes, suspeito de ter violado e tentado matar uma mulher, ficou hoje em prisão preventiva, disse fonte da Polícia Judiciária (PJ)

O homem de 27 anos foi detido na noite de terça-feira em Angra do Heroísmo e é suspeito da prática dos crimes de violação, rapto, ofensas à integridade física e homicídio na forma tentada.

Uma fonte da PJ adiantou à Lusa que o homem foi presente esta tarde a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa.

O coordenador da PJ nos Açores, João Oliveira, explicou que o alegado crime "ocorreu na madrugada de 31 para 01 de novembro no concelho da Praia da Vitória", onde se situa a base.

Segundo o responsável, "as autoridades dos Estados Unidos da América e a Força Aérea colaboraram com a PJ, tendo sido possível proceder às diligências".

"O militar foi detido fora de flagrante delito", referiu.

O coordenador da PJ nos Açores referiu ainda que “havia uma relação entre o agressor e a vítima, que conseguiu escapar e pediu ajuda a uma terceira pessoa que estava nas proximidades”.

Na quarta-feira o Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada da PJ informou, em comunicado, que “os factos ocorreram na ilha Terceira, tendo o autor tirado vantagem do facto de conhecer a vítima, a quem convenceu a aceitar uma boleia no seu veículo automóvel, levando-a, contra a sua vontade, para local isolado, onde a agrediu e violou”.

“Seguidamente, levou-a para um outro local, junto à orla costeira, onde a voltou a sujeitar a violação, tendo-a agredido com arma branca e tentado matar por afogamento, no intuito de evitar que ela denunciasse os crimes de que foi vítima”, referia o comunicado.

Fonte oficial disse à Lusa que a Força Aérea norte-americana está a "colaborar com as autoridades portuguesas" nas investigações e que considera este assunto "muito sério".

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