Primeiro-ministro japonês inspecionou trabalhos de desmantelaemnto da central de Fukushima

Primeiro-ministro japonês inspecionou trabalhos de desmantelaemnto da central de Fukushima

 

Lusa / AO online   Internacional   7 de Out de 2012, 12:07

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, deslocou-se hoje à central nuclear de Fukushima, epicentro da crise nuclear japonesa, para inspecionar as instalações e observar os progressos do desmantelamento do edifício, informou hoje a agência Kyodo.

 

Durante a visita, Noda assistiu ao trabalho de desmantelamento do reator número 4 da central, seriamente danificado após o terramoto e ‘tsunami’ que devastou o nordeste do país em 11 de março do ano passado.

Na sua segunda visita à central como primeiro-ministro, Noda também verificou o progresso nos preparativos para a remoção do combustível que se encontra na piscina do reator, um processo que deverá estar concluído até ao final de 2013.

No início da crise nuclear, uma explosão de hidrogénio destruiu o telhado da piscina, localizado no quinto andar do reator 4, que contém 1.331 unidades de combustível gasto e 204 unidades sem uso, de acordo com o operador da central.

Antes de visitar a fábrica, Noda reuniu-se com os polícias que patrulham a zona de evacuação de 20 quilómetros em redor da central, onde se verifica uma alta radiação, incentivando-os a desempenhar "um papel importante para garantir a segurança e apoiar os moradores".

Noda foi ao centro desportivo J-Village, convertido em acampamento para os operários da central, e trocou algumas palavras com oito trabalhadores de Fukushima, que lutaram para conter a crise depois da tragédia ocorrer.

"Como cidadão japonês, quero expressar a minha gratidão pelos vossos esforços para conter a crise, apesar do perigo, e em condições adversas", disse Noda, em declarações recolhidas pela agência Kyodo.

Esta é a quinta visita que Noda fez à província de Fukushima, onde está localizada a central acidentada, desde que tomou posse em setembro de 2011.

A crise nuclear de Fukushima, a pior desde Chernobyl, em 1986, causou grandes perdas para a agricultura, a pecuária e as pescas do Japão e cerca de 52 mil desalojados.

No total, cerca de 3.000 pessoas trabalham nas instalações de Fukushima Daiichi, a fim de remover o combustível e desmontar as unidades afetadas, um processo que, segundo os especialistas, pode levar cerca de quatro décadas.


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