Primeiro-ministro defende uma "nova visão" do território nacional

Primeiro-ministro defende uma "nova visão" do território nacional

 

Lusa/AO online   Nacional   25 de Out de 2017, 14:45

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu, em Coimbra, uma "nova visão" do território nacional e disse que este tem de ser "aproveitado na sua integralidade".


Na cerimónia de inauguração da Casa da Jurisprudência, no antigo Colégio da Trindade, António Costa sublinhou que, assim como foi possível reerguer das ruínas este edifício integrado em Coimbra Património Mundial, "e fazendo melhor", também será possível ter a mesma atitude em relação à floresta e ao interior do país.

"Temos de deixar de olhar para o interior como a muralha defensiva que foi durante séculos, mas antes como ponto de passagem integrado na Península Ibérica", sublinhou.

A reconstrução deste edifício "é um bom símbolo de como de ruínas é sempre possível erguer a reconstrução", afirmou António Costa.

"Num momento em que o país sofreu uma vasta devastação, esta obra é inspiradora de que, juntando vontades, juntando recursos, mobilizando a nossa determinação", é possível "reerguer da ruína" aquilo que foi destruído, disse.

"E, ao reerguer da ruína, fazer melhor", salientou o primeiro-ministro, referindo que o Colégio da Trindade é hoje "bem melhor daquilo que antes da ruína aqui existia".

Como defendeu, durante a mesma sessão de inauguração do Colégio da Trindade/Casa da Jurisprudência, o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, Portugal "tem agora uma oportunidade única de refletir estrategicamente sobre o seu futuro", subscreveu António Costa.

Uma reflexão sobre o futuro que deve ser feita "não só pela tragédia" que se viveu, que ilustra bem os desafios estruturais vastos que existem pela frente, das alterações climáticas, do reordenamento do território, do reordenamento da floresta, mas também porque importa "pensar e estudar, desde já", o que se quer de Portugal depois do quadro comunitário de apoio Portugal 2020, disse o chefe do governo.

"Temos de olhar agora para aquela zona do território que durante anos nos habituámos, erradamente, a tratar por interior e que, durante séculos", funcionou "como que uma muralha defensiva para assegurar a nossa independência nacional", salientou.

Por isso, continuou, é preciso compreender que, "neste século XXI, sendo parceiros de Espanha na União Europeia, no sistema coletivo de segurança", a ambição de Portugal tem de ir no sentido de fazer com que a "fronteira não seja mais uma muralha defensiva, mas seja simplesmente um ponto de passagem", compreendendo que "as regiões de fronteira são aquelas que estão mais próximas do coração do mercado ibérico".

Se a faixa litoral é o "caminho para lá do Atlântico", a Raia "tem de ser a plataforma de afirmação para este mercado", no qual já não são dez milhões de pessoas", mas 60 milhões, acrescentou o chefe do executivo.

"É a escala em que temos de pensar, em que temos de nos reorganizar e em que temos de ser capazes de produzir e de comercializar", pois só assim esta zona terá "capacidade de atração e fixação", sublinhou.

"Temos de apontar para uma meta ambiciosa" e de ser "capazes de a concretizar", exortou António Costa.

Por isso, os portugueses têm de ser competitivos internamente, "mais coesos internamente, do ponto de vista social e territorial", porque existe "essa oportunidade" e, "felizmente", há essa vontade e capacidade, concluiu o primeiro-ministro.



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