Presidente italiano termina consultas com partidos e prepara-se para dissolver o parlamento


 

Lusa/AO online   Internacional   22 de Dez de 2012, 14:07

O chefe de Estado italiano concluiu as suas consultas com os grupos parlamentares e convocou para a tarde de hoje os presidentes da Câmara e do Senado, o passo anterior à dissolução do parlamento e convocatória de eleições

 

Napolitano iniciou hoje um dia de consultas na sequência da demissão que o primeiro-ministro, Mario Monti, apresentou na sexta-feira, depois da aprovação do Orçamento para 2013.

Giorgio Napolitano terminou hoje de manhã as consultas com os presidentes dos grupos parlamentares e, numa nota divulgada logo após, afirmou que vai reunir-se com os presidentes do Senado, Renato Schiffani, e da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, como indicado na Constituição italiana.

A Constituição dá poder a Napolitano para emitir um decreto para dissolver o Parlamento, após consulta aos presidentes da Câmara e do Senado.

Durante as consultas da manhã, o partido de Silvio Berlusconi, Povo da Liberdade (PDL), comunicou a Napolitano a esperança de que o primeiro-ministro cessante, Mario Monti, mantenham um perfil de "tecnocrata neutro" durante a campanha para as próximas eleições.

O presidente do PDL, Silvio Berlusconi, tinha convidado Monti para liderar uma coligação de centro-direita, mas, perante a falta de resposta, defende agora que o ex-comissário europeu deve manter-se à margem da política.

Monti terá de decidir nos próximos dias se aceita ou não o convite de uma formação de grupo centrista, de forma a ser o seu candidato a primeiro-ministro nas próximas eleições.

Após o PDL, Napolitano recebeu também os porta-vozes no Parlamento do Partido Democrático (PD), que manifestaram a necessidade de políticas mais reformistas.

"Acabou a fase do governo técnico, vamos para eleições e agora a soberania passa para o povo. Temos a certeza de que a Itália merece uma segunda fase com políticas progressistas e reformistas", disse, após a reunião, o porta-voz do partido na Câmara Baixa, Dario Franceschini.

Os porta-vozes da União de Democratas e do Centro (UDC), um dos partidos que defende que Monti deve apresentar-se às próximas eleições, indicou que é necessário "continuar o trabalho" deste governo, "para que não se percam os esforços que têm sido pedidos aos cidadãos e as reformas que terão um efeito positivo no crescimento do próximo ano".

A Liga Norte expressou a sua "satisfação" com a resignação de Monti e anunciou que é tempo de eleições "para que sejam os cidadãos a escolher".

Os representantes do partido "Povo e Território", Silvano Moffa e Pasquale Viespoli, também pediram a Monti para permanecer neutro e afirmaram que a candidatura do primeiro-ministro cessante "criaria uma situação estranha".



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