Presidente do Governo dos Açores diz que ficaram questões por resolver na visita do PM

Presidente do Governo dos Açores diz que ficaram questões por resolver na visita do PM

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Out de 2014, 12:01

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, considerou que a maior parte das pretensões do executivo açoriano não foram atendidas na visita do primeiro-ministro à região, que terminou esta quarta-feira.

 

"Se é certo que há uma questão que está resolvida, há outras questões que, pese embora o facto de se ter avançado alguma coisa, não tiveram respostas que nós entendíamos que necessitávamos nesta fase e sobretudo aquelas que mais diretamente tinham a ver com solidariedade nacional", frisou.

Vasco Cordeiro falava em declarações aos jornalistas, na aerogare civil das Lajes, na Praia da Vitória, depois de se ter despedido do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que regressou hoje a Lisboa, depois de ter visitado quatro das nove ilhas dos Açores.

Segundo o presidente do executivo açoriano, a única questão que ficou resolvida durante a visita de Passos Coelho foi a revisão das obrigações do serviço público do transporte aéreo entre os Açores e o continente e entre os Açores e a Madeira, que teve a ver "fundamentalmente com uma alteração de regras" e era um processo que já se arrastava há três anos.

Noutros dossiês sobre o Serviço Público de Rádio e Televisão nos Açores, a Universidade dos Açores, a Base das Lajes, as funções do Estado na Região e as quotas leiteiras ficou apenas "o compromisso de continuar a trabalhar".

Questionado à chegada da aerogare civil das Lajes, o primeiro-ministro fez uma leitura diferente da visita, alegando que o balanço foi "muito positivo".

"Conseguimos finalizar entendimentos muito importantes que podem ter um impacto muito significativo na vida dos Açores nos próximos anos", salientou Pedro Passos Coelho.

Para o primeiro-ministro, para além da resolução do problema do transporte aéreo nos Açores, outros dossiês tiveram um "desenvolvimento muito positivo" ou, pelo menos, "um avanço significativo", que irá permitir que nos próximos tempos se possam "resolver problemas na área da saúde, ao nível da representação do Estado, do desenvolvimento de certas políticas públicas".

Por esclarecer ficou, no entanto, se haverá uma descida de impostos nos Açores, no próximo ano, tendo em conta que Passos Coelho disse estar disponível para rever a questão do diferencial fiscal, mas rejeitou o aumento das transferências do Estado para a região, como reivindicam os socialistas açorianos.

Questionado por várias vezes pelos jornalistas, sobre uma possível redução de impostos nos Açores, perante a manutenção do atual montante de transferências do Estado, Vasco Cordeiro não respondeu.

"Neste momento, a questão não está colocada neste nível. Neste momento, a questão está colocada exatamente ao nível de repor as transferências. Nós não estamos a falar num aumento de transferências, nós estamos a falar de repor o nível de transferências que existia antes de se ter diminuído o diferencial fiscal", adiantou.

Apesar de Passos Coelho ter rejeitado um aumento das transferências do Estado para os Açores, o presidente do Governo Regional disse esperar que o primeiro-ministro passe "das palavras aos atos", reconhecendo que os desafios têm nas ilhas uma "repercussão mais intensa".

 


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