Presidente do BESI considera que medidas eram inevitáveis

Presidente do BESI considera que medidas eram inevitáveis

 

LUSA / Ao online   Economia   12 de Set de 2012, 07:48

O presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Investimento, José Maria Ricciardi, considerou na terça-feira, no Brasil, que as medidas de austeridade anunciadas pelo ministro das Finanças eram "inevitáveis" e defendeu que quem possa mais contribua mais.

"Penso que há a preocupação de que os sacrifícios sejam equitativos e aqueles que possam mais contribuam mais, mas era inevitável e absolutamente fundamental fazer" esses sacrifícios, afirmou à agência Lusa José Maria Ricciardi, à margem das comemorações dos 101 anos da Câmara de Comércio Portuguesa no Rio de Janeiro.

O comentário do empresário surge depois da decisão anunciada na terça-feira pelo Governo português de aumentar a tributação dos imóveis considerados de luxo (acima de um milhão de euros).

No Rio de Janeiro, onde foi homenageado, Ricciardi realçou que os juros dos títulos portugueses já estão a cair e previu o retorno de Portugal aos mercados em breve.

"A credibilidade do nosso país na Europa está no máximo, os juros já caíram muito. Para o ano, vamos com certeza voltar aos mercados. Estamos já a aproximar-nos do fim de um período de ajustamento muito duro, mas que era absolutamente necessário", reforçou.

Ricciardi recebeu na noite de terça-feira o título de Empresário do Ano de Portugal, conferido pela Câmara de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro.

A distinção decorre principalmente da sua atuação em duas grandes operações de compra e venda de participações em empresas - entre elas a que envolveu a saída da Portugal Telecom (PT) do capital da operadora brasileira Vivo e o subsequente controlo acionista da telefónica Oi.

A segunda transação de peso coordenada pelo banqueiro envolveu a compra da portuguesa Cimpor pelo grupo brasileiro Camargo e Corrêa, no início deste ano.

Outros homenageados da noite foram o empresário brasileiro Otávio Azevedo, presidente da construtora Andrade Gutierrez, o ator português Joaquim de Almeida e a dramaturga luso-brasileira Maria Adelaide Amaral.

Com 101 anos, a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro é a mais antiga representação de Portugal no mundo. A instituição tem como missão apoiar e facilitar o fluxo económico entre os dois países.


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