Presidente da República recebe hoje parceiros sociais para analisar situação política e económica

Presidente da República recebe hoje parceiros sociais para analisar situação política e económica

 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Jul de 2016, 09:28

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai receber hoje os parceiros sociais para uma análise da situação política, depois de na segunda-feira ter recebido os partidos com assento parlamentar sobre a matéria.

A CGTP, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) vão ser recebidos no Palácio de Belém, com intervalos de uma hora, entre as 14:00 e as 17:00,

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) será recebida na quarta-feira, às 17:00, sendo que a UGT já foi recebida pelo chefe de Estado na passada quarta-feira, às 14:00.

Na segunda-feira, foram recebidos os partidos com assento parlamentar.

Questionado sobre o significado destes encontros, o Presidente da República disse tratar-se de uma rotina que quis implementar durante o seu mandato com intervalos de dois meses e meio.

“Terminou a sessão legislativa, houve o debate do Estado da Nação, vai arrancar a elaboração do orçamento para 2017 e portanto é uma grande ocasião para ouvir todos os partidos com assento na Assembleia da República e todos os parceiros económicos e sociais”, explicou.

O chefe de Estado acrescentou que não considera provável uma crise política que possa obrigar a eleições legislativas antecipadas, apoiando-se em sondagens políticas e nas previsões de cumprimento das metas estabelecidas em termos de défice.

“É possível dizer que a meta que é o compromisso nacional de um défice inferior a 3%, eventualmente até inferior a 2,7%, até agora é possível”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas à margem de uma homenagem à escritora Lídia Jorge, na quinta-feira em Loulé.

Um cenário que leva o Presidente da República a afirmar que não vê sinais de crise política ou de qualquer risco de incumprimento nacional apoiando-se nos números de junho relativos às receitas e despesas que apontam que “a execução orçamental está sob controlo”.

“Continuo a entender que eleições agora, no futuro, são as dos Açores, em outubro, e são as para as autarquias em outubro do ano que vem”, sublinhou.

Desde que tomou posse, a 09 de março, Marcelo Rebelo de Sousa já chamou por duas vezes os partidos com assento parlamentar a Belém, a última das quais há menos de um mês, a 27 e 28 de junho, por imposição constitucional, no quadro da marcação da data das eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Há cerca de três meses, a 26 de abril, Marcelo Rebelo de Sousa reuniu-se com cada um dos sete partidos com assento parlamentar para debater temas específicos na agenda política, o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas apresentados pelo Governo do PS.

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