Presidente da República fala ao país hoje às 19:30

 Presidente da República fala ao país hoje às 19:30

 

LUSA/AO online   Nacional   17 de Out de 2017, 16:55

O Presidente da República vai fazer uma declaração ao país hoje, às 19:30, sobre os incêndios que deflagraram no domingo e mataram, pelo menos, 37 pessoas

Marcelo Rebelo de Sousa vai falar a partir de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, disse à Lusa fonte oficial da Presidência da República.

O chefe de Estado dirigiu-se hoje à tarde para Oliveira do Hospital, um dos concelhos mais afetados pelos incêndios registados desde domingo, onde morreram cinco pessoas.

Marcelo Rebelo de Sousa tinha prometido falar ao país após a "estabilização dos fogos e o balanço da tragédia", numa mensagem divulgada na segunda-feira no portal da Presidência da República na Internet, em que pedia ação urgente face aos incêndios.

Nessa nota, intitulada "Presidente da República reafirma urgência de agir", o chefe de Estado considerava que o que aconteceu no domingo dava "razão acrescida" à sua intervenção de sábado passado", em Pedrógão Grande, "apelando a uma mudança de ponto de vista, traduzida em atos e não em palavras".

O número de mortos provocados pelos mais de 500 incêndios que deflagraram no domingo foi, entretanto, atualizado de 37 para 41.

No sábado, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou expectativa em relação às "consequências que o Governo irá retirar" dos incêndios de junho no centro do país, que causaram 64 mortes, e pediu uma "rigorosa avaliação dos contornos jurídicos" relativa à responsabilidade civil da Administração Pública.

No final dessa mensagem, pediu coragem para se aproveitar a "tragédia coletiva" de Pedrógão Grande para mudar de vida, com urgência, declarando: "Não há tempo a perder, ou melhor, já perdemos todos tempo de mais".

Já no domingo, perto da uma da madrugada, o Presidente da República esteve ao telefone em direto na SIC-Notícias durante cerca de sete minutos e disse esperar que se retirassem conclusões do que aconteceu nestes incêndios, e nos de junho.

"Haverá certamente oportunidade, e mais, dever - dever moral e dever cívico - de fazer uma análise sobre aquilo que se está a passar, no tempo oportuno", afirmou.



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