Presidente chinês diz ao empresário Murdoch que media ocidentais são bem-vindos

Presidente chinês diz ao empresário Murdoch que media ocidentais são bem-vindos

 

Lusa / AO online   Internacional   19 de Set de 2015, 11:56

O Presidente chinês, Xi Jinping, disse ao magnata da comunicação social Rupert Murdoch que as empresas de media ocidentais são "bem-vindas" na China, apesar do bloqueio a numerosos 'sites' estrangeiros devido a reportagens sobre Pequim.

 

"Damos as boas-vindas aos media e correspondentes estrangeiros na cobertura de histórias da China, apresentando o desenvolvimento da China no mundo e ajudando o mundo a aproveitar as oportunidades [apresentadas] pelo desenvolvimento" do país, disse na sexta-feira Xi Jinping a Murdoch, em Pequim, noticia a agência de notícias estatal Xinhua.

O presidente da News Corp foi recebido pelo Partido Comunista chinês, em Pequim.

"Estamos muito felizes, nos meus jornais e diferentes canais de notícias, por tentar promover uma maior compreensão entre os nossos dois países [Estados Unidos e China], não só a nível formal como também com as próprias pessoas", afirmou Murdoch ao China Daily.

A visita de Murdoch precede a viagem do líder chinês a Washington, que o magnata dos media garantiu a Xi Jinping que terá cobertura total, de acordo com a Xinhua.

Mas não é só nos media que Rupert Murdoch está focado. As suas subsidiárias de entretenimento pretendem expandir-se para o mercado chinês, com a 21st Century Fox à procura de um parceiro chinês para construir parques temáticos sobre filmes e séries de televisão como os Simpsons.

Os comentários do Presidente chinês surpreenderam alguns observadores, uma vez que o governo tem ordenado o bloqueio dos 'sites' em língua chinesa dos media New York Times, Bloomberg News, Reuters e até o jornal de Murdoch Wall Street Journal.

O tratamento da China a correspondentes estrangeiros tem sido largamente criticado depois de Pequim ter recusado vistos de residência aos novos repórteres do The New York Times e Bloomberg, numa aparente retaliação por investigarem histórias sobre a riqueza acumulada pelas famílias dos líderes chineses.

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