Prémio Vasco Graça Moura de Cidadania Cultural entregue a 03 de janeiro


 

Lusa/AO Online   Nacional   28 de Dez de 2015, 07:49

O Prémio Vasco Graça Moura, que visa distinguir, anualmente, uma personalidade que se tenha evidenciado na área da Cidadania Cultural, vai ser entregue pela primeira vez a 03 de janeiro, segundo a organização.

 

O Prémio, instituído pela Estoril Sol, em parceria com a Editora Babel, tem o valor pecuniário de 40 mil euros, e o primeiro distinguido “será conhecido a 03 de janeiro de 2016, coincidente com o dia do aniversário do homenageado”, disse à Lusa fonte da Estoril Sol.

“O Prémio Vasco Graça Moura é reservado a uma personalidade de nacionalidade portuguesa, que se tenha notabilizado por um conjunto de obras ou por uma obra original e inovadora de excecional valia para a cidadania cultural do país”, segundo a mesma fonte.

De acordo com o regulamento, o Prémio poderá ser atribuído a um escritor, ensaísta, poeta, jornalista, tradutor ou produtor cultural que, ao longo da carreira, tenha contribuído para “dignificar e projetar no espaço público o setor a que pertença”.

“Ao promover este prémio, a Estoril Sol e a Babel assumem a convicção de que a sua natureza e abrangência serão o justo reconhecimento pela obra de Vasco Graça Moura, e pela sua imensa, profícua e invulgar polivalência criativa”, assinalou a mesma fonte.

Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, preside ao júri, cuja base é comum ao dos Prémios Literários Fernando Namora e Revelação Agustina Bessa-Luís, ao qual presidiu Vasco Graça Moura.

Formam ainda o júri, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa de Críticos Literários, Maria Carlos Loureiro, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual e, ainda, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

Poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor, Vasco Graça Moura morreu aos 72 anos, no dia 27 de abril de 2014. Graça Moura desempenhava as funções de presidente do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, desde janeiro de 2012.

Natural do Porto, Graça Moura licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, e chegou a exercer a advocacia, de 1966 a 1983, até a carreira literária se estabelecer em pleno.

"Modo mudando" marcou a sua estreia nas letras, em 1962, seguindo-se títulos como "Semana inglesa" e "O mês de dezembro".

Ao longo da carreira, Vasco Graça Moura foi distinguido com vários galardões, entre os quais os prémios Pessoa, Vergílio Ferreira, de Poesia do PEN Clube Português e da Associação Portuguesa de Escritores, que também lhe atribuiu o Grande Prémio de Romance e Novela, a Coroa de Ouro do Festival de Poesia de Struga, o Prémio Max Jacob, de França para Poesia Estrangeira, o Prémio de Tradução do Ministério da Cultura de Itália e a Medalha de Florença, o Prémio Morgado de Mateus, para o conjunto da obra, o Prémio Europa - Cátedra David Mourão-Ferreira da Universidade de Bari, em Itália.

Manifestamente contrário ao Acordo Ortográfico, reuniu os seus argumentos sob o título "A perspectiva do desastre", num volume publicado em 2008.

 


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