Praia da Vitória avança com plano de regeneração urbana com fundos comunitários

Praia da Vitória avança com plano de regeneração urbana com fundos comunitários

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Abr de 2016, 14:48

O plano integrado de regeneração urbana sustentável da Praia da Vitória, orçado em cerca de 5 milhões de euros, foi aprovado pela Comissão Europeia e deve arrancar em breve, anunciou hoje a autarquia.

"O documento está fechado e está pronto a ser materializado numa candidatura aos fundos comunitários", adiantou o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, em conferência de imprensa, acrescentando que a autarquia foi a primeira dos Açores a ter o plano aprovado.

Segundo Roberto Monteiro, o plano deverá ser implementado até 2020/2021, tendo um orçamento total de 5 milhões de euros, incluindo fundos comunitários.

O documento integra obras no centro da cidade em cinco áreas (edificado, mobilidade, arruamentos, espaços verdes e baía), e a candidatura aos projetos deverá ser entregue, em conjunto, nos próximos meses.

Algumas obras devem, no entanto, avançar antes da aprovação da candidatura, como a construção de uma zona de estacionamento de camionagem, que incluirá uma estação de abastecimento de viaturas elétricas, situada junto de duas escolas - que se pretende arranque no verão -, para evitar que as obras coincidam com o período letivo.

O documento resultou de inquéritos à população e da consulta da sociedade civil, integrando, por exemplo, um trabalho de recolha de necessidades de melhoria de mobilidade em vias e edifícios de uma turma da Escola Secundária Vitorino Nemésio.

"O plano foi aprovado por unanimidade na Câmara. Não é um documento exclusivamente do executivo camarário, envolveu a participação de todas as forças vivas do concelho", frisou Roberto Monteiro.

Além da requalificação de edifícios com cariz cultural e turístico e da melhoria de arruamentos, de mobilidade e de zonas verdes na cidade, o documento prevê a revitalização da baía da Praia da Vitória, que está dependente da cedência de áreas pelo Ministério da Defesa.

"Temos uma necessidade premente de aumentar espaços, quer para instalação de empresas ligadas à náutica, quer para infraestruturação de componentes ligadas ao clube naval", reconheceu o autarca, acrescentando que a par do investimento público estão previstos dois projetos privados que vão complementar a revitalização da baía.

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