PR encarrega líder do PSD de encontrar "solução governativa" que assegure estabilidade

PR encarrega líder do PSD de encontrar "solução governativa" que assegure estabilidade

 

Lusa/AO Online   Nacional   6 de Out de 2015, 19:19

O Presidente da República anunciou hoje que encarregou o líder do PSD de desenvolver diligências para avaliar as possibilidades da constituição de uma "solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país".

 

"Tendo em conta os resultados das eleições para a Assembleia da República, em que nenhuma força política obteve uma maioria de mandatos no Parlamento, encarreguei o Dr. Pedro Passos Coelho de desenvolver diligências com vista a avaliar as possibilidades de constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país", afirmou o chefe de Estado, numa comunicação ao país.

Lembrando os "complexos desafios" que o país enfrenta, Cavaco Silva apontou algumas condições a cumprir pelo novo Governo, considerando que deverá dar garantias firmes de que respeitará os compromissos internacionais assumidos pelo Estado e as grandes opções estratégicas adotadas pelo país "desde a instauração do regime democrático e sufragadas, nestas eleições, pela esmagadora maioria dos cidadãos".

Em particular, observou, "exige-se a observância das obrigações decorrentes da participação nas organizações internacionais de defesa coletiva, como a NATO, e da adesão plena à União Europeia e à Zona Euro".

Na sua comunicação ao país, que proferiu pouco mais de uma hora depois de ter estado reunido com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, o Presidente da República recordou que, depois da subscrição do programa de assistência financeira em 2011 e da sua conclusão em maio de 2014, Portugal conseguiu regressar aos mercados com sucesso para financiar o próprio Estado e a economia.

Por isso, acrescentou, na próxima legislatura, Portugal "deve seguir uma trajetória sustentável de crescimento da economia e criação de emprego, que permita a eliminação dos sacrifícios que foram exigidos aos portugueses e o combate às situações de pobreza".

"Estes objetivos têm de ser alcançados ao mesmo tempo que são cumpridas as regras europeias de disciplina orçamental, tal como acontece com os outros Estados membros da Zona Euro", insistiu.

Por outro lado, será necessário assegurar a sustentabilidade da dívida pública, o equilíbrio das contas externas, a redução do endividamento para com o estrangeiro e a competitividade da economia.

"Importa, pois, criar as condições políticas que permitam melhorar o bem-estar do nosso povo e reforçar a credibilidade externa do país", sublinhou.



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