PPM quer explicações sobre "apagão eletrónico" do Governo dos Açores

PPM quer explicações sobre "apagão eletrónico" do Governo dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Jan de 2017, 18:41

O Partido Popular Monárquico (PPM) pediu hoje explicações sobre o que designou de "apagão eletrónico" do Governo dos Açores (PS), dado que o portal do executivo regional e a edição eletrónica do Jornal Oficial estão inacessíveis desde segunda-feira.

A situação ocorre pela segunda vez em menos de dois meses.

Num requerimento entregue hoje na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial, o deputado único do PPM, Paulo Estêvão, escreve que “o portal do Governo, assim como a edição eletrónica do Jornal Oficial e a informação referente ao Gabinete de Apoio à Comunicação Social sofreram um apagão geral desde o dia 16 de janeiro”.

“Trata-se de um conjunto de informação de enorme importância para o conjunto do sistema político, da administração regional, dos órgãos de comunicação social e da cidadania em geral que ficou, assim, inacessível”, adianta o documento.

Paulo Estêvão quer saber “que razões explicam a desativação destes serviços” e “para que data se prevê a solução do problema”, questionando ainda se “existe algum perigo de acesso não autorizado a informação oficial sensível e classificada”.

À agência Lusa, o secretário regional adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias, informou que “há questões técnicas que estão a ser resolvidas”, adiantando esperar a normalização do sistema ao longo do dia de quinta-feira.

Berto Messias assegurou “não haver qualquer tipo de perda de informação”, dado que o portal “tem um sistema de redundância que acautela as questões relativas à salvaguarda de informação”.

“Qualquer cidadão, empresa ou entidade que devido a este problema fique impossibilitado de cumprir algum prazo, os serviços governamentais terão isso em conta”, garantiu ainda o secretário regional.

A 07 de dezembro, o portal do Governo Regional dos Açores na Internet esteve inativo devido a um “problema técnico”, não podendo ser pesquisadas, entre outras funcionalidades, o Jornal Oficial.

“A região tem duas aplicações assentes em dois ‘data centers’”, para armazenamento de conteúdos e informação, que são propriedade do executivo açoriano e que funcionam em regime de redundância, começou por explicar na ocasião o diretor regional das Obras Públicas e Comunicações, Frederico Sousa.

O responsável adiantou que “houve uma avaria num equipamento que, quando passou a redundância para o segundo ‘data center’, automaticamente, entrou num sistema de recuperação de dados”.

“Como é um sistema de ‘backups’, ele foi obrigado a reconstituir toda a informação. Como esta é bastante significativa, ele, como proteção, bloqueia todo o sistema e quando voltar ao ativo é como se nada se tivesse passado”, especificou o diretor regional das Comunicações.

Segundo Frederico Sousa, “como o sistema tem um volume significativo [de conteúdos e informação], levou a que o processo tivesse de ser reiniciado”.

Frederico Sousa referiu também que o Governo Regional dos Açores tem uma série de sistemas assentes na ‘cloud’ (armazenamento digital de dados), “estando, por isso, mais do que salvaguardadas” as informações, apesar de “problemas técnicos poderem ocorrer e qualquer outra alternativa corre riscos”.

Então, o diretor regional esclareceu que esta era uma situação “pontual e muito excecional”, assegurando que não haveria perda de dados e que o problema estaria resolvido até 72 horas.

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