PPM pede audição do Governo Regional dos Açores sobre ligações aéreas entre ilhas

PPM pede audição do Governo Regional dos Açores sobre ligações aéreas entre ilhas

 

  Economia   30 de Jun de 2015, 17:48

O PPM requereu hoje a audição, no parlamento açoriano, do secretário regional do Turismo e Transportes, alertando que a programação da SATA aponta para "o fim das ligações diretas" entre o Corvo e o Faial a partir de outubro

O deputado do PPM na Assembleia Legislativa dos Açores, Paulo Estêvão, refere que "a consulta do site" da companhia aérea açoriana SATA "permite concluir que, a partir de 25 de outubro de 2015, o Corvo deixará de ter qualquer ligação aérea direta com o Faial" e os voos com destino ou origem na mais pequena ilha dos Açores "passam a efetuar uma escala prévia na ilha das Flores”.

Para o PPM, se a programação da SATA se mantiver, a situação “prejudica gravemente" o Corvo, recordando que "situações pontuais ocorridas em anos anteriores, embora sucedessem apenas uma vez por semana, condicionaram fortemente a deslocação de passageiros com destino ou origem na ilha", o transporte de carga e de correio, que "sofreu atrasos drásticos", assim como "o escoamento da produção local (em especial de peixe)".

"O Governo Regional, enquanto único acionista do Grupo SATA, prepara-se para estrangular o nosso frágil tecido económico, inviabilizar o crescimento do setor turístico e condicionar, de forma drástica, a acessibilidade da população corvina ao exterior", sustenta o deputado do PPM.

O PPM, neste contexto, quer a audição urgente do secretário Regional do Turismo e Transportes na Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa, onde "exigirá a manutenção das ligações aéreas diretas com a ilha do Faial e das restantes conexões de rota com o resto da região".

"Se a programação da SATA se mantiver, a ilha do Corvo verá completamente hipotecadas as suas acessibilidades, assim como a sua atividade económica, a partir do final de outubro", acrescenta Paulo Estêvão, afirmando que a situação sucede "num momento em que se esperava justamente o contrário", tendo em conta que se "perspetivava o aumento do número de passageiros para a ilha - com origem nos encaminhamentos - devido ao aumento do fluxo turístico para a região que resultará da atividade das low cost".


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