PPM lança três desafios para combater "populismo" político nos Açores

PPM lança três desafios para combater "populismo" político nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Mai de 2015, 15:30

O deputado do PPM à Assembleia Legislativa dos Açores, Paulo Estevão, lançou hoje, no parlamento regional, durante uma declaração política, três desafios para combater o "populismo" e o "antiparlamentarismo".

No entender do deputado monárquico e presidente do PPM, é necessário realizar uma "reforma do sistema político", a começar pelo alargamento do regime de incompatibilidades dos titulares de cargos políticos, para evitar casos que considera serem pouco transparentes.

"As pessoas não conseguem compreender como é que alguém pode ser membro do Governo e como é que, depois, pode integrar o parlamento e depois integrar as empresas do setor público regional ou nacional", afirmou Paulo Estevão.

Para o deputado do PPM, é também necessário alterar a lei eleitoral nos Açores, para impedir um aumento do número de deputados, mas sobretudo combater a abstenção, através da criação de um "pacto partidário".

"A abstenção corrói a representatividade e a legitimidade das instituições", afirmou.

Paulo Estevão considerou que estes temas "são sempre muito badalados em tempo de campanha eleitoral", mas depois acabam por ficar esquecidos durante quase toda a legislatura.

Apenas o deputado do CDS Artur Lima abordou estas questões no debate que se seguiu à declaração do PPM.

Numa outra declaração política, Aníbal Pires, do PCP, acusou PS, PSD e CDS, de fazerem "discursos bonitos" na região, em defesa dos agricultores e do regime de quotas leiteiras, mas depois não serem coerentes na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

O deputado comunista referia-se, em concreto, a uma proposta do seu partido, relacionada com as quotas leiteiras, que tinha sido aprovada no parlamento açoriano, mas foi chumbada por aqueles três partidos na Assembleia da República.

"A política tem de ser feita com seriedade e, em nome do rigor e da credibilidade, também com um pingo de vergonha", apontou o deputado comunista, apelando aos três partidos em causa para que "esclareçam esta contradição".

Duarte Moreira, do PS, Graça Silveira, do CDS, e António Ventura, do PSD, rebateram as críticas do PCP recordando que o regime de quotas leiteiras já não está em vigor na Europa e que é necessário encontrar outras alternativas para assegurar a sustentabilidade do setor nos Açores.

"As quotas já passaram. Agora temos de seguir em frente", disse, por seu turno, Neto Viveiros, secretário regional da Agricultura, para quem os agricultores açorianos devem apostar nas "vantagens competitivas" que a região possui, como "o maneio dos animais e o verde das pastagens".

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.