PPM fez dez perguntas e Governo dos Açores só teve tempo de responder a uma

PPM fez dez perguntas e Governo dos Açores só teve tempo de responder a uma

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   14 de Fev de 2017, 16:35

O deputado único do Partido Popular Monárquico na Assembleia Legislativa interpelou o Governo dos Açores sobre Educação, mas o secretário regional acabou por esgotar o seu tempo sem responder à maioria das perguntas.

 

"Viram o truque? O truque é o Governo [Regional] esgotar o seu tempo", denunciou Paulo Estêvão, na reta final do debate parlamentar sobre esta temática, no plenário de fevereiro da Assembleia Legislativa Regional, que hoje começou na Horta, ilha do Faial.

Paulo Estêvão salientou que apresentou dez perguntas ao executivo regional, mas o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses "respondeu a apenas uma e agora não pode responder porque já não tem tempo".

O parlamentar monárquico pretendia discutir matérias como as refeições escolares, o peso excessivo das mochilas dos alunos, a indisciplina na sala de aula, os resultados escolares, os manuais, os programas informáticos ou a formação de professores.

Apesar de não responder diretamente às questões colocadas pela oposição, o titular da pasta da Educação garantiu que muitas das metas definidas pelo Governo Regional, do PS, foram já alcançadas antes da data prevista.

"No 3.º ciclo registámos já em 2015/2016 uma taxa de transição de 82%, quando na calendarização do Prosucesso [programa de promoção do sucesso escolar] só admitíamos alcançar mais de 80% em 2020/21", sustentou o governante, que argumentou: "Isto não é progresso? É sim senhor".

Também a deputada socialista Sónia Nicolau destacou a melhoria dos resultados escolares dos alunos açorianos nos exames nacionais, criticando o PPM por não ser capaz de os reconhecer, nem de elogiar.

O debate parlamentar acabou por ficar marcado por um protesto do presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, que considerou "vergonhosa" a forma como a deputada do CDS-PP Graça Silveira se referiu ao grau de "inteligência" dos alunos açorianos.

"Aquilo que me parece absolutamente vergonhoso é a forma como a senhora deputada colocou a questão, em que há uns mais inteligentes, outros menos inteligentes e, desse ponto de vista, presta um mau serviço àquela que é a luta em que todos nós estamos envolvidos", disse Vasco Cordeiro.

A deputada centrista afirmou que, apesar dos Açores terem "uns quantos alunos brilhantes", continua a existir na região uma média de alunos "colada à mediocridade", o que no seu entender prova que o sistema educativo açoriano "não está a funcionar".

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