PPM defende eleição de deputados pelo circulo da emigração no parlamento dos Açores

PPM defende eleição de deputados pelo circulo da emigração no parlamento dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Jan de 2016, 16:22

- O líder do PPM, Paulo Estêvão, defendeu hoje a criação de círculos de emigração para eleger deputados para o parlamento dos Açores, à semelhança do que disse já ocorrer em vários parlamentos autonómicos.

"Em vários parlamentos autonómicos, por exemplo em Espanha, têm círculos de emigração regional e nós gostaríamos que os nossos emigrantes, que são em tão grande número no Canadá e nos Estados Unidos, pudessem também participar e integrar o parlamento [dos Açores]", afirmou Paulo Estêvão, após uma reunião com o PS, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, para debater a reforma da autonomia.

O PPM, que já anunciou a intenção de reduzir de 57 para 43 o número de deputados nos Açores, precisou que o círculo regional iria eleger 23 parlamentares, sendo que os restantes 20 seriam eleitos nos círculos de ilha e da emigração.

Outra das propostas hoje apresentadas ao PS por Paulo Estêvão, de um conjunto de 21, consta a criação de partidos regionais, algo que, segundo disse, não é uma inovação em Portugal, mas seria "fundamental".

"Para nós é fundamental que possam existir projetos políticos que têm apenas uma aspiração em relação a uma participação na vida política regional", referiu Paulo Estêvão, que veio acompanhado da vice-presidente nacional do PPM e do novo militante Rui Matos, antigo líder do PDA, o único partido político nacional com sede nos Açores, que foi entretanto extinto.

O PPM está de acordo com o PS no que concerne à extinção do Representante da República e nas listas eleitorais subscritas por cidadãos independentes, mas discorda da possibilidade de criação de governos de ilha.

A 25 de maio de 2015, Vasco Cordeiro disse na ilha das Flores, onde decorreram este ano as cerimónias oficiais do Dia da Região, que, 40 anos decorridos sobre a consagração constitucional da autonomia político-administrativa, é tempo de dar "o passo seguinte", propondo a possibilidade de existirem candidaturas de cidadãos independentes e listas abertas nas eleições para o parlamento regional, reforço da natureza e funções dos Conselhos de Ilha e a extinção do cargo de Representante da República.

No mês seguinte, o presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, enviou uma carta a Vasco Cordeiro a propor a abertura da discussão da reforma do sistema político autonómico, na qual manifestou vontade de se poderem sentar à mesa para discutir e "alinhavar" aquilo "que pode ser a autonomia do futuro", o que, "naturalmente, terá de agrupar todas as forças políticas".

Ainda nesse mês, Vasco Cordeiro convidou os partidos para um encontro em julho para um "esclarecimento mútuo, concretização de propostas já avançadas e debate" em torno da reforma da autonomia, defendendo na ocasião que "devem ser criadas as condições para que este processo seja o mais abrangente e participado possível".

Contudo, o debate sobre a reforma da autonomia acabou por ser adiado para depois das eleições legislativas, que se realizaram em outubro.

Já este ano, o líder do PS/Açores reiterou o convite aos partidos para uma tentativa de "consensualização" em torno desta matéria.

Na carta, o dirigente socialista defende a necessidade de se fazer "um esforço" no sentido de se criar um "consenso sobre os contornos, objetivos e extensão da reforma" do "sistema de autogoverno" dos Açores.

Esta tarde, o líder do PS/Açores reúne, em Ponta Delgada, com representantes do CDS, estando o encontro com o PSD agendado para quarta-feira à tarde.


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