PPM considera Plano e Orçamento para 2016 nos Açores como "panfleto eleitoral"

PPM considera Plano e Orçamento para 2016 nos Açores como "panfleto eleitoral"

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Nov de 2015, 15:43

O PPM considerou que a proposta de Plano e Orçamento para 2016 do Governo dos Açores tem "falta de credibilidade" e é uma "espécie de panfleto eleitoral", apontando a "alternância política e democrática" como solução.

 

"Este Plano e Orçamento não é verdadeiramente um Plano e Orçamento. O que o Governo [Regional] aqui nos traz é uma espécie de panfleto eleitoral", afirmou o deputado Paulo Estêvão, alegando que o primeiro problema do documento proposto pelo executivo é "falta de credibilidade".

O deputado do Partido Popular Monárquico dos Açores falava no início da análise e discussão do Plano e Orçamento para 2016, proposto pelo Governo Regional socialista, no parlamento regional, na ilha do Faial.

Para Paulo Estêvão, o conteúdo da proposta de Plano e Orçamento para o próximo ano "constitui um exercício de irrealidade, um misto de fantasia e de alquimia, em suma, um delírio".

Segundo a proposta, o orçamento da Região será, em 2016, o maior de sempre, totalizando 1.577,9 milhões de euros e o plano de investimentos ascende a 782,5 milhões de euros, dos quais 523,7 milhões são financiados diretamente pelo orçamento da região.

"É um orçamento que cresce. É verdade. Cresce com recurso ao endividamento. É um orçamento que combate o desemprego. É verdade. Combate o desemprego através do recurso maciço a programas ocupacionais mal remunerados e sem futuro", disse Paulo Estêvão, acrescentando que "os Açores precisam de um novo impulso e de novas estratégias".

O único deputado do PPM no parlamento dos Açores, que já anunciou que votará contra o documento, referiu que "nada mudará enquanto se mantiver no poder um grupo de dirigentes que se eterniza no poder e consome o essencial do esforço e do trabalho dos açorianos".

"Qual é então a solução para o orçamento? A solução chama-se alternância política, democracia e liberdade", concluiu o deputado monárquico.


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