Posição geográfica dos arquipélagos deve motivar planeamento de reforço de meios

Posição geográfica dos arquipélagos deve motivar planeamento de reforço de meios

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   20 de Jan de 2017, 14:46

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Artur Pina Monteiro, defendeu que devido à localização geográfica dos Açores e da Madeira "importa intensificar o planeamento" para um eventual reforço de meios atendendo às "ameaças e riscos".

 

"Considerando a natureza geográfica do nosso país, nomeadamente a localização dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, assim como as ameaças e os riscos que estão associados aos mesmos, importa intensificar o planeamento no que concerne à possibilidade de reforço destas regiões autónomas", afirmou o general Artur Pina Monteiro.

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas falava na cerimónia de rendição do comandante operacional dos Açores, nos Arrifes, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

Pina Monteiro destacou "a importância militar do chamado triângulo estratégico nacional", que junta os arquipélagos e o continente, "elemento essencial no controlo das linhas de comunicação marítimas e aéreas que estabelecem a ligação entre a América, Europa, África e Médio Oriente na defesa dos interesses nacionais".

Esta situação "justifica a adoção de modalidades preventivas de emprego no instrumento militar através do reforço das capacidades existentes no arquipélago", considerou.

Na sua intervenção, o general acrescentou que o Comando Operacional dos Açores (COA) assume a nível regional "um papel de especial relevância na construção da estratégia militar operacional" e na missão de apoio às populações, indicando que o ano passado foram realizadas 226 evacuações sanitárias e 40 operações de busca e salvamento.

O novo comandante operacional dos Açores, tenente-general Amândio Fernandes Miranda, piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, disse que, "apesar da sua reduzida dimensão territorial, os Açores têm por força da sua posição geográfica uma elevada importância estratégica".

"Esta posição estratégica num contexto internacional caracterizado pelo crime organizado transnacional, muitas vezes associado ao terrorismo, ao tráfico de droga e às redes de promoção e exploração da emigração ilegal, ao tráfico de pessoas, aos atentados ao ecossistema, incluindo a poluição marítima e a utilização abusiva dos recursos marítimos nas áreas sob responsabilidade nacional, obriga-nos a estar preparados para o emprego operacional dos meios atribuídos", referiu Fernandes Miranda.

O novo comandante operacional dos Açores assegurou que quer "reforçar o planeamento, a preparação e a execução de exercícios conjuntos", para "melhorar procedimentos e reforçar a complementaridade" entre os três ramos das Forças Armadas "ao nível operacional e tático"

O novo comandante operacional dos Açores substitui o tenente-general José Romão Mourato Caldeira, do Exército.

Durante a cerimónia, presidida pelo representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, foram ainda condecorados militares e funcionários civis do COA.

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