Portugueses sabem que não é seguro entrar num espaço onde alguém tenha fumado

Portugueses sabem que não é seguro entrar num espaço onde alguém tenha fumado

 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Nov de 2017, 07:06

Dois em cada três inquiridos num estudo sabem que não é seguro entrar num espaço onde alguém tenha fumado, mesmo após desaparecer o fumo e o cheiro.

O estudo “Carros sem fumo”, promovido pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP), decorreu entre 29 de agosto e 07 de setembro e envolveu 625 famílias de todo o país com pelo menos um carro.

Segundo a investigação, a que a agência Lusa teve acesso, são os fumadores, as mulheres e os cidadãos com idades entre os 25 e os 34 anos os que mais referem a quantidade de químicos que tem o fumo do tabaco.

Entre os que identificam o número de químicos cancerígenos no fumo destacam-se os fumadores com idades entre 25 e os 44 anos, residentes na região Sul, refere o estudo, que é divulgado hoje em Lisboa.

O estudo lembra que o nível médio de partículas tóxicas libertadas pelo tabaco e respiradas numa viagem de carro é cinco vezes superior à média das partículas tóxicas no ar, mesmo em cidades muito poluídas.

Refere ainda que o fumo do tabaco contém mais de 4.800 químicos e que 85% do fumo passivo é invisível e inodoro, permanecendo por muito tempo no interior das viaturas e das casas.

A investigação revelou que 80% dos entrevistados (80%) sabem que não é seguro circular num carro onde alguém tenha fumado, mesmo com as janelas abertas, e que 77% têm conhecimento de que as crianças são “as mais vulneráveis ao fumo passivo”.

Outra das conclusões do estudo aponta que os fumadores tendem mais a andar de carro com outros fumadores do que aqueles que não fumam.

Traçando o perfil dos entrevistados, o estudo indica que são maioritariamente homens, vivem em agregados familiares com duas ou três pessoas e têm carta de condução.

A maioria (78%) não fuma, 48% dos quais nunca fumaram e 30% deixaram de fumar.

O hábito de fumar dentro de casa (85%), no carro (80%) ou no trabalho (75%) é pouco comum entre os inquiridos.

Quando questionados sobre assuntos específicos sobre o tema malefícios do fumo do tabaco dentro de automóvel, verificou-se que há um “desconhecimento geral sobre o tema”, com nenhum entrevistado a responder corretamente às oito questões colocadas.

Relativamente ao uso de automóvel, o estudo indica que 75% o utilizaram diariamente no último mês, percorrendo mais de 500 quilómetros (58%).

No último mês a maioria dos condutores viajou sozinha. Em 32% dos casos transportaram crianças (com idades entre os 2 e os 12 anos) e 25% também transportaram idosos.

Os não condutores representam 5% da amostra. Três em cada quatro são homens, pertencem a agregados familiares constituídos por uma ou duas pessoas e são não fumadores.

Habitualmente deslocam-se a pé (62%) ou de transportes públicos (50% utilizam autocarro e 24% o metro).

São utilizadores pouco frequentes de carro: 70% fizeram-no entre um e dez dias no último mês, percorrendo menos de 50 quilómetros (71%).

O estudo levou à criação do projeto “Carros sem fumo”, que visa a sensibilização dos portugueses para um comportamento responsável relativamente ao consumo do tabaco em deslocações de automóvel, com especial preocupação sobre o seu impacto em crianças e idosos.



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