Portugueses devem apostar mais em Macau


 

Lusa / AO online   Economia   1 de Dez de 2010, 12:41

Macau é uma terra de futuro e os portugueses têm de apostar na atual Região Administrativa Especial chinesa, considerou a historiadora e antiga deputada à Assembleia Legislativa de Macau, Beatriz Basto da Silva.

Afastada de Macau há 12 anos, depois de 28 anos a residir no território, Beatriz Basto da Silva regressou agora à sua cidade para recordar velhos tempos, aproveitando a realização de mais um encontro da diáspora macaense e salientou a importância da juventude nacional apostar a “sério” na cidade.

“Não estamos bem em Portugal e a juventude precisa de se abalançar, de se atirar e de fazer a experiência que eu fiz, que fiz com tanto gosto e com resultados porque foi um salto qualitativo na minha vida assim como será para quem apostar aqui”, disse.

Doze anos depois de ter saído de Macau, a cidade “cresceu”, multiplicou edifícios, confunde quem não conhece as novas ruas ou os novos aterros que foram surgindo conquistando espaço ao mar para novas edificações, mas nada como primeiro visitar aquilo que se conhece, como referiu a historiadora.

“Estou muito satisfeita porque eu comecei por ir à parte antiga que era para me situar e depois fui para a outra parte que não conhecia”, explicou Beatriz Basto da Silva ao salientar que a “parte antiga está bem conservada, está limpa, está nobre e acho que as pessoas consideram os portugueses como consideravam antes ou, se calhar, até mais”.

Integrada num grupo de cerca de 1 500 pessoas que procuram numa semana, reencontrar a cidade que não visitam há alguns anos, Beatriz Basto da Silva recorda, por exemplo, os cumprimentos que tem recebido na rua, sinais que entende como um reconhecimento.

“Tenho sido cordialmente cumprimentada na rua por gente que eu não conheço e, naturalmente, por muitíssimos alunos e muitos amigos”, contou.

Sobre a nova Macau, a Região Administrativa Especial da China, Beatriz Basto da Silva reconhece “uma ligação com a China, com Pequim, que está muito boa, muito cordial e muito favorável a Macau e isso permite a Macau poder gerir com satisfação a relação”, afirmou.


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