Portugueses apostaram mais na 'Raspadinha' e menos no Euromilhões

Portugueses apostaram mais na 'Raspadinha' e menos no Euromilhões

 

Lusa/AO online   Nacional   24 de Mai de 2016, 18:31

Os portugueses apostaram mais na "Raspadinha" em 2015 e menos no Euromilhões, face a 2014, anunciou a Santa Casa de Lisboa, revelando um crescimento de 19,1% das vendas brutas dos jogos no ano passado.

 

Segundo o relatório relativo aos jogos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), hoje apresentado, em 2015 “as vendas brutas dos jogos cresceram 19,1%, para 2.240,3 milhões de euros, o que se traduziu num rendimento total de 696,4 milhões de euros, 13,2% acima do ano anterior”.

Na apresentação dos resultados, a Santa Casa esclareceu que 97% do valor apostado em jogos sociais em 2015 foram devolvidos à sociedade “sob a forma de prémios, remunerações pagas pelos apostadores aos mediadores, Imposto do Selo, financiamento de Boas Causas, patrocínios e investimentos na promoção da legalidade e do jogo responsável, representando um valor global de mais de 2.173 milhões de euros”.

Relativamente às vendas brutas por jogo, a Lotaria Instantânea ‘Raspadinha’ registou um “forte crescimento” de mais 55%, para 1,1 mil milhões de euros, enquanto as vendas do Euromilhões registaram uma quebra de -10,5%, para 820,5 milhões euros.

Também as apostas no Joker registaram um decréscimo (-9,5%), para 35,6 milhões de euros, assim como as da Lotaria Popular, com -2,6% face a 2014, para 25,1 milhões de euros de vendas brutas em 2015.

Em 2015, as vendas brutas do totobola aumentaram 10,8% face ao ano anterior, para 11,3 milhões de euros, o Totoloto 2,3% (para 129 milhões de euros) e a Lotaria Clássica 1,5% (para 51,8 milhões de euros).

As novas apostas desportivas Placard, lançadas no último trimestre do ano, “já representam, em 2015, 2,9% do total das vendas brutas, contribuindo para as receitas totais com um montante na ordem dos 65,4 milhões de euros”, esclarece o relatório.

Em contrapartida, as despesas aumentaram para 95 milhões de euros nos gastos dos Jogos Santa Casa, o que representa um acréscimo de 23,2%.

Para este aumento da despesa nos jogos contribuíram o custo das mercadorias (aumento de 34,6%), os fornecimentos/serviços externos (27,7%) e os gastos com o pessoal (16%), decorrentes do lançamento do mais recente jogo social do Estado, o Placard, devido aos gastos com consumíveis, publicidade e recursos humanos.

O total de prémios atribuídos no ano passado em Portugal ascendeu a 1.295,6 milhões de euros, um aumento de 21,6% face ao período homólogo.

“Só o Euromilhões contribuiu com cinco primeiros prémios em território português, num valor aproximado de 320 milhões de euros, elevando para 58 o número de primeiros prémios atribuídos em Portugal até ao final do ano passado, desde o seu lançamento em 2004”, esclareceu a Santa Casa.

A Santa Casa realçou ainda que o Imposto do Selo gerado pelos jogos sociais atingiu o valor de 178,4 milhões de euros - 96,5 milhões de euros de Imposto do Selo sobre vendas e 81,9 milhões de euros de Imposto do Selo sobre prémios.

“Este valor representa um crescimento de 23% face ao ano anterior e um peso de 13,1% no peso do total das receitas fiscais do Estado em Imposto do Selo, o montante mais elevado até à data, consequência não apenas do crescimento do volume de vendas, mas também de um ano bastante favorável em montantes de prémios atribuídos em Portugal”, salientou.

Os mediadores dos jogos sociais do Estado foram remunerados em 171 milhões de euros, “o que permitiu assegurar, pelo menos, 12.000 postos de trabalho”, acrescentou.


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