Líder sindical no Canadá admite falta de profissionais documentados

Líder sindical no Canadá admite falta de profissionais documentados

 

LUSA/AO Online   Internacional   28 de Fev de 2017, 13:18

O português que lidera o maior sindicato de construção civil da América do Norte reconheceu hoje que existe falta de profissionais documentados no Canadá, uma situação que espera ver resolvida.

"Temos de continuar a trabalhar com o governo para ver o que podem fazer” e “não só a documentar alguns que se encontram no Canadá”, afirmou à Lusa Jack Oliveira, 56 anos, que emigrou aos 12 anos para o país vindo de Pardelhas, concelho de Murtosa. Administrador da Local 183, o maior sindicato da construção civil na América do Norte, desde 2011, o imigrante considera que a falta de profissionais é uma questão que prejudica o desenvolvimento do país. “Este não é só um problema para os empresários, mas também para os nossos parceiros empresários. O governo investiu milhões de dólares em projetos, mas também precisamos de trabalhadores para que esse trabalho seja concluído", lamentou Jack Oliveira, que começou a trabalhar na área como simples servente. A direção do sindicato é composta por muitos imigrantes portugueses, irlandeses e canadianos, um sinal da força laboral dos recém-chegados. “Somos pagos pelos sócios para desempenharmos o nosso trabalho, e os factos falam por si ao fim do dia", disse o luso-canadiano. Atualmente a Local 183 conta com cerca de 52 mil associados, e 60% a 65% são portugueses e lusodescendentes. Adepto do Beira Mar, clube do seu distrito, Jack Oliveira tem agora como objetivo a construção de uma nova sede para o sindicato. "Quando este edifício foi construído, a Local tinha 10 a 12 mil sócios, e já não tem as condições necessárias. Temos de acompanhar o crescimento”, justificou. “Temos de também integrar aqui as famílias, que também utilizam estes serviços, têm os mesmos benefícios que os associados, o que equivale a cerca de 200 mil pessoas", acrescentou. "É um dos sonhos que temos, com os sócios”, disse, referindo-se à nova sede: “Acho que eles querem que se concretize. Será importante que o novo edifício tenha os serviços médicos concentrados, para que os sócios possam usufruir dos benefícios”. Jack Oliveira vai ser homenageado num jantar de gala do Community Living de Mississauga, no dia 30 de março, no Mississauga Convention Centre, uma instituição trabalha com crianças com necessidades especiais, e os fundos do evento vão reverter para uma causa solidária "ajudando aqueles que necessitam". No ano passado, foram apoiadas cerca de 300 crianças através de programas de verão daquela instituição. "Contando com a Liuna, [estrutura] que inclui todos os sindicatos, fazemos uma média de cinco milhões de dólares por ano de donativos para causas que não tem assistência a 100 por cento do governo", concluiu.


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