Português é a terceira língua com maior crescimento nas universidades dos EUA

Português é a terceira língua com maior crescimento nas universidades dos EUA

 

Lusa/AO online   Nacional   13 de Fev de 2015, 16:31

O número de alunos de português no ensino superior norte-americano cresceu 10,1 por cento entre 2009 e 2014, sendo a terceira língua com maior crescimento num período em que diminuiu o número de alunos que estudam línguas estrangeiras.

 

Estas são as conclusões de um estudo da Modern Language Association divulgado esta semana, que concluiu que o número de alunos a estudar uma língua estrangeira diminuiu 6,7% e que apenas quatro línguas cresceram.

Existem agora 12.415 alunos a aprender a língua portuguesa, mais do dobro do que existia em 1990 (6.118), enquanto o número de instituições com aulas de português aumentou de 221 em 2009 para 238 em 2013.

Em 1990, apenas 146 ofereciam aulas de português.

Num universo de um milhão e meio de alunos, a língua com maior crescimento foi o coreano (44,7%), seguida da língua gestual (19%), português (10,1&) e chinês (02%).

"Classificamos duas destas línguas como não-europeias e notamos que o aumento dramático do português é paralelo ao aumento da atenção prestada ao Brasil", escrevem os autores do relatório.

Pela primeira vez desde que o estudo é realizado, o espanhol caiu em todos os níveis, mas continua a ser a língua mais estudada (com cerca de 790 mil alunos, tem mais alunos do que todas as outras línguas juntas) e seguida de longe pelo francês.

A língua gestual é agora a terceira mais popular, tendo empurrado o alemão para quarto lugar.

Quanto à descida geral no número de alunos que estuda línguas estrangeiras, a diretora executiva da associação que elaborou o relatório, Rosemary Feal, desvaloriza a questão.

"Não sabemos se o que aconteceu é apenas parte de uma descida geral nos cursos de humanidades. Muitos alunos tiveram neste período a necessidade de centrar a sua educação naquilo que é essencial para o mercado de trabalho", disse a responsável, lembrando que o relatório se reporta ao período mais difícil da crise financeira.

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