Português criador de aves exóticas é o mais medalhado do mundo

Português criador de aves exóticas é o mais medalhado do mundo

 

Lusa / AO online   Nacional   22 de Mar de 2015, 10:46

António Rosa, um criador de aves exóticas denominadas Diamantes-de-Gould, alcançou, nos últimos sete anos, 37 medalhas nos campeonatos ornitológicos mundiais.

 

Aos 51 anos, este criador natural da Póvoa de Varzim, já ganhou a alcunha de “Mourinho dos Gould”, pela competitividade que evidencia e que o tornou uma referência a nível mundial nas categorias em que concorre.

O estatuto foi, de resto, vincado no início deste ano, com uma participação fulgurante no Campeonato Mundial de Ornitologia, que se realizou Holanda.

Nessa competição, os Diamantes-de-Gould de António Rosa - espécie de aves oriunda da Austrália que se distingue pelas cores fortes - conquistaram cinco medalhas de ouro e uma de prata, que se juntaram às conquistadas em anos anteriores, num total de 37 títulos, e colocam Portugal no topo da classificação mundial.

O criador contou à agência Lusa que a paixão pelos pássaros foi desenvolvida desde muito novo, mas que agora a atividade já se tornou “numa coisa séria”.

“O meu pai também gostava de aves e acho que com 2 ou 3 anos já andava embrulhado no mundo dos passarinhos. Já tive pintassilgos, canários ou mandarins, mas, há 14 anos, comecei a criar os Diamantes-de-Gould e nunca mais parei”, partilhou.

Depois de alguns anos a participar em exposições e concursos nacionais, António Rosa deu o passo seguinte, iniciando o seu percurso internacional em 2008, altura em que arrecadou a sua primeira medalha de ouro mundial e começou a conquistar a alcunha de “Mourinho dos Gould”.

“No fim do trabalho, vi o meu telemóvel e tinha uma mensagem a dizer que tinha tirado uma medalha no Mundial. Dei um salto, parecia um louco, e um colega de trabalho disse-me: ‘a partir de agora não és António Rosa, és o Mourinho dos Gould ’. E aquilo pegou”, disse.

António Rosa contou que em casa, onde tem algumas centenas de aves, poucos lhe seguem as pisadas. Dos três filhos, apenas a do meio “é que teve este gosto”.

“Mourinho dos Gould” lembrou que este “título” lhe exige muita dedicação e horas de volta das aves, além de um investimento considerável para a alimentação e tratamento dos pássaros: “Qualquer ser humano que queira ser muito bom naquilo que faz tem que ter muita dedicação e isso rouba tempo à família e ao trabalho. Há muito esforço, muito sofrimento e algum dinheiro gasto”.

No entanto, como revelou, não é por ter sido campeão do mundo que vai baixar as expectativas. “Quando somos campeões do mundo é outra doença porque não quero baixar o patamar e sofro muito em cada competição”, afirmou.

Atualmente está desempregado e, por isso, dedica mais horas do seu dia às suas aves, algumas das quais, garante, serão as campeãs do mundo no próximo ano.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.