Portugal vai indicar nome para Comissão até final do mês

Portugal vai indicar nome para Comissão até final do mês

 

Lusa/AO Online   Internacional   17 de Jul de 2014, 09:19

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje, em Bruxelas, que o Governo português ainda não indicou um nome para integrar a futura Comissão Europeia, mas garantiu que procurará fazê-lo "tão rápido quanto possível", até final do mês.

Passos Coelho, que falava no final de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, inconclusiva quanto à escolha de figuras para ocupar os altos cargos da UE ainda em aberto, indicou que houve um entendimento informal dos Estados-membros com o recém-eleito presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, no sentido de indicar os nomes para o futuro colégio de comissários até final do mês.

"Evidentemente, Portugal procurará também, tão rápido quanto possível, apresentar um nome" declarou Passos Coelho, acrescentando esperar que tal seja possível até final de julho, mas sublinhou que, "nesta fase", o Governo ainda não escolheu um nome para comissário ou comissária europeus.

Passos Coelho revelou que, no curto encontro mantido quarta-feira com Juncker antes do início da cimeira, concluída já de madrugada, teve oportunidade de "trocar impressões" sobre áreas de interesse para Portugal, ou seja, de possíveis pastas que agradariam ao país, mas não de nomes, porque o Governo ainda não tem, e escusou-se a entrar em "especulações".

Dando conta da decisão dos líderes europeus de adiar para final de agosto uma decisão sobre as designações para os cargos de presidente do Conselho, chefe de diplomacia da UE e presidente do Eurogrupo, por vários Estados-membros terem insistido num "entendimento global" sobre os vários postos, que não era possível alcançar nesta cimeira, Passos Coelho explicou que, quanto à constituição da futura Comissão, houve um compromisso assumido com Juncker, ainda que informal.

"Ficou subentendido que, para facilitar o processo de constituição da própria Comissão, os diversos Estados-membros deveriam, indicativamente, ate ao final deste mês, apresentar as suas propostas junto do presidente da Comissão", pois o presidente só poderá decidir a estrutura da Comissão e a distribuição dos portfolios "se dispuser das indicações dos Estados-membros quanto aos seus nomes para a Comissão Europeia", declarou.

"Evidentemente, Portugal procurará também, tão rapidamente quanto possível, mas evidentemente até ao final deste mês, apresentar também o seu nome ao presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker", afirmou, repetindo diversas vezes que "esse nome não está ainda escolhido".

Questionado sobre se Portugal terá de apresentar o nome de uma mulher, dada a preocupação de Juncker com a questão do equilíbrio político, mas também na questão da igualdade de géneros - e uma vez que, até ao momento, não dispõe de mulheres entre os nomes que já lhe foram apresentados por mais de uma dezena de capitais -, Passos Coelho insistiu que "Portugal ainda não tomou uma decisão sobre qual será o nome que vai sugerir (...) e que, portanto, é prematuro estar a dizer se será uma mulher ou um homem", mas disse que o Governo não deixará de atender a "todas estas preocupações".

Para já, referiu, foram apenas discutidas "uma ou outra área de intervenção e de interesse" para Portugal, tal como sucedeu no encontro que já manteve com o líder do PS, António José Seguro, com quem voltará a discutir a questão, adiantou.

Por fim, questionado sobre a existência de uma lista com alguns potenciais nomes para o posto de comissário ou de comissária europeus, o primeiro-ministro afirmou que não tem "verdadeiramente uma lista" e apontou que "o Governo português não vai apresentar dois nomes ou três nomes, vai apresentar um nome".

 


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