Portugal tem 85% de zonas balneares excelentes

Portugal tem 85% de zonas balneares excelentes

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   23 de Mai de 2017, 12:18

As zonas balneares portuguesas com água de qualidade excelente representam 85% do total das 579 controladas, estando na média europeia e ligeiramente melhor que no ano anterior, divulgou a Agência Europeia do Ambiente.

O relatório da entidade europeia (EEA, na sigla em inglês) refere que 85,5% das 21.344 zonas balneares da União Europeia (UE), tanto costeiras, como interiores, controladas através da recolha de amostras em 2016, apresentam uma água com qualidade excelente.

O trabalho pretende dar indicações aos frequentadores daquelas águas acerca da qualidade que podem encontrar no verão deste ano, reúne informação sobre os Estados da UE, da Albânia e da Suíça, concluindo que 96,3% cumprem as exigências mínimas definidas a nível europeu, valor próximo dos 96,1% conseguidos no ano anterior.

Em Portugal, 493 zonas balneares têm qualidade excelente, 56 (ou 9,7%) têm boa qualidade e 13 (ou 2,2%) suficiente, a que se juntam quatro (0,4%) com má qualidade, acrescentando a EEA que não foi possível classificar 13 praias.

A maior parte das zonas balneares portuguesas são praias de mar (464) e 89% são excelentes, a que se juntam 7,5% com boa qualidade, sendo quatro as situações de má qualidade.

Para as 115 praias interiores analisadas em Portugal, a qualidade excelente foi encontrada em 80, ou seja, em 70% do total, e a boa em 21 casos, não se registando qualquer situação de qualidade deficiente.

Em cinco países, os banhistas europeus podem encontrar águas com 95% ou mais com excelente qualidade, sendo os casos do Luxemburgo (no total das 11 zonas balneares), Chipre e Malta (99%), Grécia (97%) e Áustria (95%).

A EEA refere também que todas as zonas balneares na Áustria, Croácia, Chipre, Estónia, Grécia, Lituânia, Luxemburgo, Letónia, Malta, Roménia e Eslovénia conseguiram uma classificação de, pelo menos, suficiente em 2016.

Ao contrário, as águas com má qualidade eram 1,4% na Europa ou 318, menos que as 383 detetadas em 2015, tendo 93 dos casos melhorando para suficiente ou melhor, enquanto 72 praias viram a sua classificação descer para má.

A deteção de má qualidade de uma praia implica o seu encerramento e a aplicação de medidas para reduzir a poluição e eliminar os riscos para a saúde pública, explica a EEA.

Os maiores números de zonas balneares com água de má qualidade foram encontrados em Itália (100 casos ou 1,8%), França (82 praias ou 2,4%) e Espanha (39 ou 1,8%).

"É encorajante ver que cada vez mais zonas balneares em toda a Europa estão a atingir os melhores níveis de qualidade, [o que] ajuda os europeus a fazerem melhores escolhas informadas acerca dos locais que planeiam visitar este verão", refere o diretor executivo da EEA, citado na informação divulgada.

Estes resultados "mostram a eficácia das nossas políticas ambientais e os benefícios para a proteção da saúde humana e da vida quotidiana quando são realizadas recolha e análise de informação", acrescenta Hans Bruyninckx.

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