Portugal espera obter luz verde para exportar carne de porco e derivados para a China este ano


 

Lusa/AO Online   Economia   15 de Mai de 2015, 08:39

O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar disse, em Macau, que o acordo para a exportação de carne de porco e derivados de Portugal para a China deverá estar concluído até ao final do ano.

 

As negociações “estão em processo avançado e acreditamos que sim, que este ano, também poderemos ter uma resposta positiva do Governo chinês", declarou à agência Lusa Nuno Vieira e Brito.

A abertura do mercado do interior da China para a carne de porco portuguesa, incluindo enchidos e presuntos, tem vindo a ser negociada nos últimos anos.

“Em 2013, entregámos o dossier. Seria otimista já termos a aprovação em 2013. Em 2014 tivemos uma missão de inspeção da AQSIQ [General Administration of Quality Supervision, Inspection and Quarantine] em Portugal, recebemos o relatório, tivemos alguns comentários e respostas e iremos reunir na [próxima] terça-feira com a AQSIQ no sentido de passarmos à fase seguinte, que é o protocolo e termos o processo concluído ainda este ano”, acrescentou.

A visita a Pequim surgiu na sequência de uma viagem à China, iniciada em Xangai e com passagem por Macau, onde chegou na quinta-feira.

Nuno Vieira e Brito disse ainda que os encontros na capital chinesa vão ser aproveitados para debater outros dossiers em negociação, como o dos citrinos, no âmbito do qual espera obter luz verde para as empresas portuguesas ainda este ano.

“Temos outros dossiers em negociação – a uva de mesa, as peras, as maçãs, o arroz. Na área das frutas, o primeiro dossier seria o dos citrinos, onde engloba as laranjas, os limões, etc, até pelo impacto económico para Portugal. Esses são os que pretendíamos abrir ainda este ano”, adiantou.

Portugal obteve autorização para exportar leite e laticínios para a China em 2013.

Em julho do ano passado, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, indicou que a China certificou 31 empresas de lacticínios portuguesas, possibilitando assim que estas passassem a exportar para o mercado chinês.

“Tive contactos em Xangai com algumas companhias e todas elas – terminada a parte (do acordo) dos laticínios – me perguntam quando é que está aberto o mercado da carne de porco, porque este é um dos aspetos que pretendem abrir e, cada vez mais, ter negócio com Portugal”, afirmou.


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