Portugal empenhado no reforço da relação com EUA

Portugal empenhado no reforço da relação com EUA

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Abr de 2016, 17:40

O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou que Portugal quer aprofundar a relação com os EUA através do reforço da cooperação em defesa e segurança e em áreas como tecnologia, saúde e turismo, e do "pleno aproveitamento" dos luso-americanos.

Augusto Santos Silva identificou três pilares na relação entre Lisboa e Washington, começando pela convergência estratégica, cujo símbolo é a base das Lajes, nos Açores, uma 'facility' do ponto de vista logístico, comunicacional e militar extremamente importantes para Portugal e EUA.

Na área da segurança e defesa, sublinhou, "há trabalho a fazer entre Portugal e Estados Unidos".

Numa altura em que o Pentágono está a rever a distribuição dos seus meios e forças, e já anunciou a redução do contingente na base açoriana, Portugal tem dito às autoridades norte-americanas que, "sendo, como eles bem sabem, as Lajes uma base muito importante, também há espaço, terreno para desenvolver, na área da defesa e da segurança, cooperação reforçada entre as nossas duas nações, em particular no que toca à segurança marítima e à relação entre o Atlântico norte e o Atlântico sul".

Nesta área, salientou, Portugal "faz parte da grande Aliança Atlântica" e é, como os EUA, fundador da NATO.

Mas, continuou, a relação bilateral não se resume às Lajes, é também "a comunidade luso-americana e a cooperação entre os dois Estados, as suas universidades e institutos de investigação nas áreas da fronteira".

"Portugal quer desenvolver a relação com os Estados Unidos, incrementá-la, aprofundá-la em todos estes pilares - segurança e defesa, pleno aproveitamento do enorme potencial da comunidade luso-americana e a área da cooperação nos domínios de fronteira - tecnologia, ciência, energia, saúde, turismo, novas tecnologias", afirmou perante políticos lusodescendentes, numa conferência promovida pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

Os mais de um milhão de luso-americanos são "um dos elementos mais decisivos" no estreitamento da relação entre Estados Unidos e Portugal, sublinhou.

Santos Silva destacou que "Portugal é um aliado de todas as horas dos Estados Unidos, é um aliado em que os Estados Unidos sabem que podem confiar sempre" e a relação bilateral é "de grande confiança mútua".

Na sua intervenção no início de um almoço, o ministro disse que a "relação privilegiada" com os Estados Unidos é "a segunda prioridade da política externa portuguesa", depois da pertença à União Europeia e antes da "atenção muito especial e muito compreensível ao conjunto dos países que têm em comum a língua portuguesa".

Santos Silva reiterou que Portugal pode servir de ponte entre os Estados Unidos e África, recordando que durante muito tempo os dois países faziam consultas políticas regulares sobre o continente africano, uma prática interrompida que o Governo português pretende retomar.

O governante afirmou ainda que Portugal é "totalmente favorável" ao desenvolvimento do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês), de que o país "é beneficiário".

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