Portugal continua sob vigilância de Bruxelas por desequilíbrios macroeconómicos

Portugal continua sob vigilância de Bruxelas por desequilíbrios macroeconómicos

 

Lusa/AO online   Economia   26 de Nov de 2015, 11:15

Portugal integra um conjunto de 18 Estados-membros que a Comissão Europeia irá vigiar de perto devido a desequilíbrios macroeconómicos, anunciou o executivo comunitário por ocasião do lançamento do 'semestre europeu 2016' de coordenação de políticas económicas.

 Um dos documentos adotados hoje pela 'Comissão Juncker' no quadro do lançamento da nova ronda de 'semestre europeu' é o relatório do Mecanismo de Alerta de 2016, o ponto de partida do ciclo de procedimentos relativos a desequilíbrios macroeconómicos, no qual a Comissão assinala que são necessárias “análises aprofundadas” para a maioria dos Estados-membros, dado terem sido identificados desequilíbrios em exercícios anteriores.

Nesta medida, a Comissão decidiu continuar a vigiar de perto as políticas económicas para a correção de desequilíbrios em 16 países – Bélgica, Bulgária, Alemanha, França, Croácia, Itália, Hungria, Irlanda, Holanda, Portugal, Roménia, Espanha, Eslovénia, Finlândia, Suécia e Reino Unido – e abrir análises aprofundadas pela primeira vez a Estónia e Áustria.

No caso de Portugal, que já no ano passado integrava um grupo de 16 países sob vigilância por desequilíbrios macroeconómicos, o documento lembra que em fevereiro de 2015 a Comissão concluiu que o país estava a experimentar desequilíbrios excessivos que justificavam ações políticas, e aponta entre motivos de preocupação os elevados níveis de dívida externa, pública e privada, assim como a alta taxa de desemprego e a frágil posição de investimento internacional líquido.

Outros dois países já são alvo de análise aprofundada dado estarem sob programa de assistência financeira: Grécia e Chipre.

Deste modo, apenas oito países ficam excluídos de uma vigilância apertada, designadamente República Checa, Dinamarca, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polónia e Eslováquia.

O processo do Semestre Europeu visa garantir que os Estados-membros adotam políticas orçamentais e económicas em consonância com os compromissos assumidos a nível da União Europeia, designadamente em matéria de dívida e défice assumidos ao abrigo do Pacto de Estabilidade e Crescimento, planos de reforma económica descritos nas recomendações por país e objetivos a longo prazo em matéria de crescimento e emprego na estratégia Europa 2020.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.