Portugal com "responsabilidades acrescidas" na ONU

Portugal com "responsabilidades acrescidas" na ONU

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   4 de Jan de 2017, 14:09

O chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, afirmou que Portugal tem "responsabilidades acrescidas" na sua participação nas Nações Unidas, cujo secretário-geral é António Guterres, e deve ter uma contribuição "de primeiro plano", nomeadamente quanto aos direitos humanos.

 

"O secretário-geral das Nações Unidas é um português distinto. Tal facto não determina, naturalmente, a sua agenda, mas traz responsabilidades acrescidas à participação de Portugal na mais importante das organizações internacionais", defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros, na abertura do seminário diplomático, em Lisboa.

Santos Silva referiu que "quanto mais incerta é a situação mundial”, mais necessário é o multilateralismo e Portugal "tem de ser cada vez mais ativo na sua promoção".

O governante recordou o discurso de António Guterres, em dezembro, no parlamento português, quando advogou que "Portugal tem autoridade moral para mobilizar um conjunto alargado de Estados para que a agenda de direitos humanos volte a progredir".

Portugal, apontou Santos Silva, defende a "interdependência das liberdades pessoais e dos direitos civis e políticos e dos direitos económicos, sociais e culturais", valoriza os direitos humanos "por si mesmos e não como instrumentos de pressão, de jogo ou cálculo político" e porque recusa posições de "superioridade moral e arrogância cultural".

"Temos a nosso favor a clareza do posicionamento geoestratégico", disse o ministro, apontando que o país tem "um papel articulador e mediador" entre diferentes espaços regionais", é "construtor de pontes" entre diversos mundos, culturas e tradições institucionais e tem "vocação para porta-voz dos anseios e interesses de países de micro, pequena e média dimensão", sendo ainda "membros fiáveis e estáveis das várias alianças e organizações", além de contar com uma língua global que une países de todos os continentes.

Este ano, Portugal tem duas candidaturas internacionais, nas quais o ministro disse estar confiante: ao conselho executivo da UNESCO e à Comissão de Limites da Plataforma Continental.

O seminário diplomático, que decorre hoje e quinta-feira em Lisboa, é uma iniciativa anual do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que reúne os embaixadores portugueses com membros do Governo e representantes da sociedade civil, academia e meio empresarial.

O comissário europeu para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Moedas, foi o orador convidado pelo Governo português para abrir os trabalhos, e, na quinta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, falará numa sessão especial.

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