Portas denuncia nos Arrifes perda de 140 milhões de euros em apoios da UE

Portas denuncia nos Arrifes perda de 140 milhões de euros em apoios da UE

 

Luísa Couto   Regional   2 de Out de 2010, 22:07

Foi nos Arrifes, freguesia onde se localiza a maior bacia leiteira, num jantar-convívio com militantes na noite de sexta-feira, que Paulo Portas denunciou a perda de 140 milhões de euros em apoios comunitários que "deviam ter sido pagos directamente aos agricultores.

Uma situação que, segundo o líder do CDS-PP, foi motivada "pela incompetência do Governo de Portugal".

"Estamos a falar de dinheiro 100 por cento comunitário. Não havia nem um euro do orçamento português. A única coisa que o Estado tinha de fazer era o controlo dos agricultores a tempo e horas. Como não soube fazer os controlos a tempo e horas, vamos ter de devolver a Bruxelas 140 milhões de euros", explicou o dirigente dos centristas.

E numa sala "a rebentar pelas costuras", em pleno ambiente de comício, as farpas ao primeiro-ministro também renderam entusiásticos aplausos. De olhos postos nos recentes anúncios relativos à austeridade, Paulo Portas começou por enumerar alternativas a quatro opções.

"José Sócrates decidiu congelar as pensões mais baixas, eu tocaria nas pensões milionárias. Decidiu cortar nos remédios dos idosos, eu obrigaria a que houvesse unidose em Portugal. Sócrates quer retirar o abono de família dos que trabalham, eu retirava o Rendimento Mínimo aos que não querem trabalhar. Quer ainda tirar as deduções com a educação e saúde à classe média. Eu digo ao primeiro-ministro que corte nas empresas públicas, sugeriu o dirigente do CDS-PP, acrescentando que se deve "sacrificar mais o Estado e menos as pessoas".*

 

*Leia esta notícia na íntegra no jornal Açoriano Oriental de Domingo, 3 de Outubro de 2010.


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