Portas considera "muito importante" recuperação do indicador de clima económico

Portas considera "muito importante" recuperação do indicador de clima económico

 

LUSA/ AO Online   Economia   28 de Jun de 2014, 15:08

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, reagiu na sexta-feira com satisfação aos dados sobre a confiança económica publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e considerou que "a recessão foi embora" e o crescimento "está a recuar".

"A confiança dos consumidores continua a subir e atingiu este mês o ponto mais elevado desde 2009. O indicador de clima económico voltou a recuperar e atingiu este mês o valor mais alto desde 2008", disse Paulo Portas, referindo-se aos dados do INE. O presidente do CDS-PP e vice-primeiro ministro falava na sexta-feira à noite, na Guarda, no jantar de tomada de posse da nova comissão política concelhia do CDS-PP, liderada por Henrique Monteiro. "Isto é muito importante. É a confiança que trás investimento, é o investimento que gera emprego", observou. Tendo em conta este cenário, o líder nacional do CDS-PP referiu que "o primeiro dever de todos os órgãos de soberania em Portugal é estarem à altura dos sinais que a economia portuguesa está a dar". "Assim a política esteja à altura do que a economia e as empresas estão a conseguir fazer no nosso país", observou, dizendo que "é preciso proteger estes indicadores". Paulo Portas falou também dos efeitos da crise e lembrou que nos últimos três anos "a questão social mais séria no nosso país chamava-se, e chama-se, desemprego". Portugal chegou a ter uma taxa de 17,7% de desemprego, mas "desde há um ano" o desemprego "está a descer mês após mês", observou. "Terminámos o ano passado com 15,6% e estamos neste momento com 14,6%. Ou seja ainda temos um desemprego demasiado alto, mas a tendência para a redução do desemprego é constante, mês após mês" e é disso que o país e as novas gerações "precisam", referiu. Portas indicou que no momento atual "a recessão foi embora, o crescimento voltou, o desemprego está a recuar", as exportações "subiram" e o turismo "teve o melhor ano de sempre em 2013". Disse ainda aos militantes que na questão dos funcionários públicos e dos reformados que pagam Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), as propostas do Governo são "propostas razoáveis e equilibradas". "O país viveu três anos sob o ciclo da 'troika'. Esse tempo terminou", lembrou. Em matéria de pensões, no caso das "pensões mínimas sociais e rurais" o Governo "aumentou-as com a 'troika' cá dentro, enquanto os socialistas as congelaram e ainda não havia 'troika' cá dentro", esclareceu. A partir do próximo ano, "80% dos pensionistas ficarão isentos de qualquer contribuição" e aqueles que pagavam CES "ficarão todos em melhor situação". "Nenhum ficará igual, nenhum ficará pior, ficarão todos em melhor situação a partir de janeiro de 2015", disse Paulo Portas, admitindo que haverá "uma recuperação substancial do valor da pensões, a partir de janeiro de 2015". "Eu tenho esperança que esta solução não seja invalidada pelo Tribunal Constitucional", assumiu.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.