Portal "Portugal Sénior" lançado sexta-feira para responder às necessidades dos mais velhos

Portal "Portugal Sénior" lançado sexta-feira para responder às necessidades dos mais velhos

 

Lusa/AO online   Nacional   24 de Out de 2012, 17:43

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a associação "Abraço Completo" lançam na sexta-feira o portal "Portugal Sénior", que pretende responder às necessidades dos idosos a nível de cuidados de saúde, convívio social e ocupação dos tempos livres.

“Um grupo de pessoas achou relevante e interessante fazer um portal direcionado para os seniores portugueses que congregasse divulgação, informação, ensino e redes sociais”, disse a presidente da associação Abraço Completo

No site www.portugalsenior.sapo.pt, os idosos vão encontrar várias valências que poderão “revolucionar a sua vivência” e combater o isolamento em que muitos se encontram, dando-lhes “mais alegria de viver e bem-estar”, disse Helena Gonçalves.

A diretora do Espaço Santa Casa, da SCML, adiantou, por seu turno, que há “milhares de idosos sozinhos” e que utilizam o computador para falar como os amigos e os familiares que estão longe, “uma forma de se sentirem mais acompanhados”.

“Este portal é quase como um Facebook para as pessoas mais velhas, onde podem conhecer outras pessoas”, disse Luna Marques.

O portal também irá ter apoio jurídico: “Os idosos têm muitos problemas com rendas de casa, contratos de arrendamento e muitos não sabem o que fazer. Este acompanhamento vai facilitar muito a vida deles”, frisou.

O portal terá ainda uma enfermeira para falar sobre prevenção de doenças e um ‘personal trainer’, que irá ensinar pequenos exercícios para fazer em casa. Irá ainda transmitir espetáculos em direto para quem não pode sair de casa.

“Há muitos idosos que não podem sair de casa por viverem em andares altos sem elevador e com escadas muito íngremes”, comentou, lamentando: “Vivem presos dentro de casa”.

O portal irá ser lançado na conferência “Novos Idosos”, que decorre sexta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em que será feita uma “reflexão sobre o envelhecimento da população e alternativas para a sua melhoria” e a “sensibilização para o efeito positivo das novas tecnologias na qualidade de vida das pessoas idosas”.

“Na conferência, além de falarmos da problemática do envelhecimento, nós queremos mostrar algumas formas de trabalhar com a população mais velha de forma a minimizarmos o isolamento e estimularmos a parte cognitiva através das novas tecnologias”, disse Luna Marques.

Na conferência irá ser debatido o estudo “Seniores de Lisboa – Capital Social e Qualidade de Vida”, do Instituto do Envelhecimento (IE).

O diretor do IE disse à Lusa que Lisboa tem uma percentagem de população envelhecida elevada devido ao “abandono forçado” de muitos jovens para a periferia da cidade em virtude da especulação imobiliária.

“Essa é a primeira dimensão do problema de envelhecimento na cidade. Depois há o problema do isolamento, que condena muitas pessoas, sobretudo mulheres que vão ficando viúvas”, frisou Villaverde Cabral.

Também há “um grande problema de acessibilidades”, disse, comentando que “Lisboa é uma cidade desfavorecida desse ponto de vista, porque é uma cidade muito antiga”.

Segundo o estudo, 50,4% dos lisboetas inquiridos tem 50 ou mais 50 anos, dos quais 54,1% são mulheres e 45,2% são homens.

Os inquiridos com mais de 65 anos, a esmagadora maioria já estão reformados, são os menos escolarizados e de mais baixo estatuto socioeconómico.


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