População ganhou 10 anos de esperança de vida desde 1970

População ganhou 10 anos de esperança de vida desde 1970

 

Lusa/AO online   Internacional   13 de Dez de 2012, 16:10

A população mundial ganhou mais de 10 anos de esperança de vida desde 1970, mas as diferenças entre os países com melhores e piores resultados praticamente não mudou, conclui um relatório publicado esta quinta-feira na revista 'The Lancet'.

O estudo, intitulado "Peso Global das Doenças 2010", é descrito pela revista como o maior esforço de sistematização para descrever a distribuição global e as causas de uma variedade de doenças, lesões e fatores de risco para a saúde.

Recolhidos ao longo de cinco anos por 486 cientistas de 302 instituições em 50 países, os dados relativos a 187 países são agora publicados na primeira tripla edição da 'Lancet' totalmente dedicada a um só estudo, que inclui sete artigos científicos e diversos comentários, incluindo um da diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan.

Entre as conclusões, o estudo revela que a esperança de vida dos homens aumentou 11,1 anos entre 1970 e 2010, de 56,4 para 67,5. Nas mulheres, a esperança de vida aumentou ainda mais - 12,1 anos ou 19,8% - de 61,2 anos em 1970 para 73,3 anos em 2010.

No entanto, acrescenta o estudo, as diferenças entre os países com maiores e menores esperanças de vida mantiveram-se muito semelhantes desde 1970, mesmo quando se retiram eventos dramáticos como o genocídio do Ruanda em 1994.

Por outro lado, o estudo revela que, à medida que a esperança de vida aumenta e o mundo vai envelhecendo, as doenças infecciosas e males infantis relacionados com a malnutrição - em tempos as principais causas de morte - vão sendo substituídos (com exceção da África Subsaariana) por doenças crónicas, lesões e doenças mentais.

Outra conclusão do estudo é que, enquanto o peso da malnutrição foi reduzido em dois terços, a alimentação desequilibrada e a falta de exercício físico estão a contribuir para um aumento das taxas de obesidade e outros fatores de risco, como a hipertensão, representando já 10% do peso das doenças.

O estudo conclui também que, embora se registe uma enorme redução da taxa de mortalidade infantil - que caiu mais do que alguma vez se tinha estimado - há um aumento de 44% no número de mortos entre os 15 e os 49 anos entre 1970 e 2010, sobretudo devido ao aumento da violência e ao desafio do VIH/Sida, que matou 1,5 milhões pessoas por ano.


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