População de Rabo de Peixe insatisfeita com transferência da PSP

População de Rabo de Peixe insatisfeita com transferência da PSP

 

Lusa/AO online   Regional   18 de Jun de 2015, 18:10

O presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe afirmou que a população está insatisfeita com a transferência da PSP para a Lagoa e admitiu protestos se não houver um retrocesso na decisão.

 

“Uma manifestação não está posta de parte caso as notícias não sejam favoráveis às nossas pretensões. A situação começa a gerar alguma contestação (…). Ninguém está contente com essa saída, nem que seja provisória, da PSP para a Lagoa”, afirmou Jaime Vieira, em declarações à agência Lusa.

Na quarta-feira, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande disse que teve conhecimento informal de que os elementos da PSP em Rabo de Peixe seriam transferidos até final desta semana para a Lagoa, manifestando surpresa pela decisão que partiu do Comando Regional da PSP nos Açores.

A 15 de maio, a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, numa deslocação à ilha de São Miguel, anunciou a manutenção da PSP na vila de Rabo de Peixe, garantindo "uma resposta de proximidade" à população.

No mesmo dia, foi assinado um protocolo entre a PSP e a Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande para cedência de um imóvel na vila piscatória, que irá ter obras de adaptação, para aí instalar a PSP, dado que a atual esquadra de Rabo de Peixe está numa zona de risco de derrocada e já em abril o Ministério da Administração Interna tinha determinado o seu encerramento urgente.

Num comunicado conjunto, emitido na quarta-feira, a câmara e a junta de freguesia voltaram a reforçar o apelo às entidades competentes para que "se agilize o processo de adaptação do espaço escolhido para instalar a PSP em Rabo de Peixe".

Jaime Vieira disse hoje compreender que era “inevitável” a mudança de instalações da PSP em Rabo de Peixe, devido ao perigo de derrocada do atual imóvel, mas espera que “dentro de uma a duas semanas no máximo a esquadra volte” a funcionar na vila, cumprindo o protocolo assinado há um mês.

Para o presidente da junta de freguesia, não é aceitável que a presença da PSP na vila fique reduzida a um posto móvel, lembrando que vivem em Rabo de Peixe 10 mil pessoas.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio (PSD), adiantou à Lusa na quarta-feira que a autarquia já entrou em contacto com o Ministério da Administração Interna para obter mais esclarecimentos, tendo sido informado de que se está ainda a "proceder ao levantamento das necessidades de adaptação do imóvel [cedido pela Santa Casa] à esquadra".

"Desde há muito que a Câmara Municipal da Ribeira Grande e a Junta de Freguesia de Rabo de Peixe vêm alertando para o elevado estado de degradação do edifício da PSP de Rabo de Peixe e o risco de derrocada da zona onde o mesmo estava implementado", refere a nota de imprensa, acrescentando que as duas entidades "aguardam que o policiamento diário, 24 horas por dia, não seja colocado em causa".

Para o PS da Ribeira Grande, “esta não-solução” é reflexo da “incompetência do Governo da República” em resolver um problema que se arrasta “há muito” e que se estende para além da esquadra de Rabo de Peixe”, apontando o caso da esquadra da PSP na freguesia da Maia, no mesmo concelho.

“Exige-se ao Governo da República, acima de tudo, a responsabilidade que não tem demonstrado nesta questão e exige-se, igualmente, ao senhor presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande mais decoro e prudência no tratamento destas matérias e menos triunfalismos bacocos”, refere o PS numa nota de imprensa em que lembra declarações de Alexandre Gaudêncio ao lado de membros do executivo nacional.

Os socialistas dizem que não podem aceitar este processo “confuso e improdutivo, que por tantas fases sem quaisquer resultados já passou” e exigem saber “quais as garantias de segurança que esta nova situação de deslocalização da esquadra para a Lagoa oferece aos rabopeixenses”.


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