Ponta Delgada reduziu passivo em 4,76% o ano passado

Ponta Delgada reduziu passivo em 4,76% o ano passado

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Jun de 2017, 08:40

O presidente da Câmara de Ponta Delgada anunciou hoje que o passivo do grupo autárquico reduziu o ano passado 4,76% e informou que o prazo médio de pagamento a fornecedores se situou em dez dias.

Na Assembleia Municipal, na discussão sobre a prestação de contas consolidadas, José Manuel Bolieiro realçou a diminuição do passivo, considerando que prova o “percurso de desendividamento constante do grupo municipal” que, além da câmara, inclui as empresas municipais Coliseu Micaelense, Cidade em Ação e Azores Parque.

“Não foi a nossa opção, ao contrário de outros, o endividamento. Foi fazer o máximo com o menos possível (…) que permitisse criar excedente orçamental, cumprir o serviço da dívida e fazer amortizações extraordinárias”, declarou José Manuel Bolieiro, destacando que tal permitiu um “grau de independência financeira de 52,13%”.

O autarca social-democrata, que se recandidata nas eleições de 01 de outubro, precisou que entre 2012 e 2016 a câmara reduziu a dívida em 37%, o setor empresarial local em 10% e o grupo municipal em 23%.

“Temos, pois, nesse percurso menos 12,4 milhões de euros de dívida e temos naquela dívida de curto prazo e, sobretudo, a fornecedores um prazo médio de pagamento em 2016 de dez dias, uma das melhores médias no plano nacional”, assinalou.

Segundo José Manuel Bolieiro, “com tanta dificuldade, num tempo de constrangimento financeiro e económico, as contas consolidadas dão um sinal inequívoco de gestão rigorosa”.

O presidente do município da ilha de São Miguel adiantou que são cerca de 282 milhões de euros as “demonstrações financeiras consolidadas” e 177 milhões de euros os fundos próprios, o que resulta num “resultado líquido a 31 de dezembro de 2016 no valor de 3.479.424 euros”.

“Temos um resultado líquido e um excedente orçamental”, frisou ainda.

André Carvalho, do PS, alertou que “o relatório de certificação legal das contas do grupo municipal também levanta questões que permanecem inalteradas dos anos anteriores e podem ter impactos negativos nos resultados, nomeadamente quando se refere à falta de avaliação patrimonial da rubrica produtos e trabalhos em curso, inscrita na Azores Parque com um valor” de mais de 7,5 milhões de euros, “onde não é possível aferir se existiu perdas por imparidade”.

O socialista reconheceu que há da parte da câmara um esforço para amortização de dívida a médio prazo, mas no setor empresarial local verifica-se que “há aumento” em empréstimos de médio e longo prazos de mais de meio milhão de euros para a Cidade em Ação e de quase valor igual no Coliseu Micaelense, que começarão a ser pagos em 2019.

Já Conceição Arruda, do PSD, salientou “as medidas de gestão que a câmara tomou desde o início deste mandato no sentido do recurso ao não endividamento”, de “efetuar amortizações extraordinárias de dívida” e renegociar empréstimos.

A este propósito, apontou também a importância de não se hipotecar “os vindouros com os pagamentos de prestações” e outras responsabilidades financeiras.

As contas consolidadas foram aprovadas pela maioria social-democrata com os votos contra do PS e a abstenção do presidente da junta de Santa Clara.

A Cidade em Ação gere equipamentos urbanos (foi hoje aprovada a sua dissolução e a internalização dos seus serviços e sete funcionários na autarquia), o Azores Parque, além do parque empresarial, tem um nicho de empresas, enquanto o Coliseu Micaelense é uma sala de espetáculos e já integrou a empresa Anima.

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