Polícias vão aderir a manifestação e planeiam convocar greves

 Polícias vão aderir a manifestação e planeiam convocar greves

 

Lusa/AO Online   Nacional   25 de Set de 2012, 09:45

A polícia vai aderir à manifestação convocada pela CGTP para dia 29 em protesto contra as medidas de austeridade, disse hoje à Lusa o coordenador e porta-voz da comissão de sindicatos das Forças de Segurança.

Segundo Paulo Rodrigues, a decisão foi tomada na segunda-feira à noite, depois de uma reunião entre os representantes das várias forças de segurança para analisar as políticas de austeridade para 2013 avançadas pelo Governo.

Na reunião estiveram representados a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia Marítima, os Guardas Prisionais, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

“Há um duplo sacrifício que está a ser pedido aos profissionais das várias polícias, não só porque se aplica esta redução de vencimento, mas por problemas internos, como a não alteração dos estatutos profissionais ou a não aplicação de estatutos a todos os profissionais, como acontece na PSP e na GNR”, explicou o responsável da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia na PSP.

“Em nosso entender, é uma política que não é nada conveniente nem para os portugueses nem especificamente para os polícias”, acrescentou.

As forças de segurança decidiram mostrar o seu descontentamento aderindo às manifestações nacionais e admitem convocar greves e protestos próprios.

“Os polícias estão em luta e, por isso, decidiram participar em todas as ações de protesto contra estas medidas [de austeridade] que sejam organizadas pelas centrais sindicais, UGT ou CGTP, iniciando a participação já no dia 29, na manifestação agendada pela CGTP”, sublinhou Paulo Rodrigues.

No entanto, adiantou, as organizações da polícia “não põem de parte desenvolverem protestos ou mesmo greves caso não haja a resolução das situações”.

A convocação de greves é possível no caso da Gguarda Prisional, do SEF ou da ASAE, enquanto a PSP, a GNR e a Polícia Marítima planeiam desenvolver ações de protesto.

A Lusa pediu uma posição sobre este assunto ao Ministério da Administração Interna, que se escusou a qualquer comentário.


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