Polícias manifestam-se hoje em Lisboa contra medidas do Orçamento do Estado

Polícias manifestam-se hoje em Lisboa contra medidas do Orçamento do Estado

 

Lusa/AO online   Nacional   6 de Nov de 2012, 06:22

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) realiza hoje, em Lisboa, uma manifestação nacional de polícias para protestar contra as medidas previstas no Orçamento de Estado (OE) para 2013.

Em causa está a suspensão da passagem à pré-aposentação, o fim dos transportes públicos gratuitos e o aumento dos encargos com o subsistema de saúde, medidas que o presidente da ASPP considera ser “injustas face aos baixos salários dos polícias e desproporcionais, em relação às exigências da missão”.

A manifestação tem início às 17:30, na praça Camões, ao Chiado, e termina na Assembleia da República, órgão máximo que pode ter “uma preocupação maior com a qualidade da segurança pública” e alterar alguns pontos, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado, disse à agência Lusa o presidente da ASPP.

“Pretendemos demonstrar que os polícias não aceitam as medidas previstas no OE, e apela-se aos deputados da AR que tudo façam para alterar estas medidas, para o bem da segurança pública”, adiantou Paulo Rodrigues.

Segundo o presidente do sindicato mais representativo da Polícia, o congelamento das pré-aposentações pode significar “o envelhecimento do efetivo da PSP".

Numa altura em que “a exigência é maior e a criminalidade é mais complicada, a PSP tem que ser mais jovem e mais pró-ativa”, sublinhou, acrescentando que retirar o passe social “põe em causa o funcionamento” da Polícia.

Relembrando que o passe social está contemplado no estatuto profissional, Paulo Rodrigues afirmou que o fim deste direito leva a que milhares de polícias tenham que pagar do próprio bolso as deslocações a tribunal.

O presidente da ASSP considerou também “preocupante” o aumento dos encargos com os serviços de assistência na doença, sublinhando a exigência da profissão que implica um sistema de saúde em condições.

Paulo Rodrigues espera uma grande adesão dos polícias, tendo em conta a desmotivação, e são esperados em Lisboa pelo menos 21 autocarros.

O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) já anunciou que vai estar presente na manifestação para demonstrar, “de uma forma clara e inequívoca”, que os polícias não estão contentes com as políticas do atual Governo para o setor da PSP.

Entretanto o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes indicou, em comunicado, que não vão aderir à manifestação por considerá-la “extemporânea, uma vez que o atual governo está a cumprir com a palavra dada aos sindicatos de polícia”.

 


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