Polícia venezuelana resgata comerciante madeirense


 

Lusa/AO online   Internacional   13 de Dez de 2007, 16:17

A polícia venezuelana resgatou, quarta-feira, em aparente bom estado de saúde o comerciante madeirense Agostinho de Sousa Correia, sequestrado por desconhecidos desde 4 de Dezembro em San Felipe, Estado de Yaracuy, 350 quilómetros a oeste de Caracas.
    Segundo o comissário Luís Martínez, da Direcção dos Serviços de Investigação Pública (Disip, polícia política), o resgate ocorreu durante uma operação policial realizada na urbanização Quinua do Município Aristides Bastidas, do mesmo Estado.

    Durante a operação que ocorreu pelas 18:00 horas locais (21:30 horas nos Açores) de quarta-feira, foi confiscada uma arma de fogo e detido um indivíduo, suspeito de ser um dos raptores e encarregado de custodiar o comerciante madeirense.

    Uma fonte relacionada com as investigações revelou à Agência Lusa que a polícia "tem dados" sobre seis pessoas suspeitas de envolvimento no sequestro de Agostinho de Sousa Correia.

    Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou à Agência Lusa que "o cidadão [português] já está em casa e de boa saúde", escusando-se a adiantar mais pormenores.

    A mesma fonte não quis revelar se este caso já contou com a participação de um inspector da Polícia Judiciária, destacado recentemente por Portugal para colaborar com as autoridades venezuelanas nos frequentes sequestros de que são alvos cidadãos portugueses naquele país.

    "As autoridades portuguesas cooperam com as autoridades venezuelanas sempre que as partes assim o entendam", limitou-se a dizer fonte da Secretaria de Estado das Comunidades.

    Pouco depois de ser resgatado, Agostinho de Sousa Correia, ainda nervoso, referiu-se aos seus raptores: "Nunca me trataram mal", disse aos jornalistas. E explicou que permaneceu sempre no mesmo lugar, com os olhos vendados e os pés amarrados.

    Adiantou ainda que confiava que os familiares pagariam o resgate e informou os sequestradores de que dispunha apenas de 20 milhões de bolívares (aproximadamente 6.330 euros) e que terá recebido como resposta que "isso não era dinheiro".

    Segundo fontes não oficiais, os raptores estabeleceram um contacto com os familiares e exigiram a quantia de dois mil milhões de bolívares (aproximadamente 635 mil euros) para libertar o comerciante.

    A Agência Lusa tentou, sem sucesso, contactar com os familiares para confirmar o eventual pagamento de um resgate.

    O sequestro ocorreu a 04 Dezembro, quando três homens armados entraram no restaurante Arepera El Punto de San Felipe e obrigaram o comerciante a acompanhá-los.

    Agostinho de Sousa Correia é natural do Campanário, Ribeira Brava, Madeira, e vive há mais de 20 anos na Venezuela. Estava a ler um jornal diário quando apareceram os sequestradores.
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