Polícia Marítima resgatou mais de 3.600 refugiados num ano na Grécia

Polícia Marítima resgatou mais de 3.600 refugiados num ano na Grécia

 

Lusa/AO Online   Internacional   30 de Set de 2016, 13:08

A equipa da Polícia Marítima, que hoje terminou a missão de um ano na ilha grega de Lesbos, resgatou 3.674 migrantes e refugiados, 894 dos quais crianças e bebés, que faziam a travessia entre a Turquia e a Grécia pelo mar Egeu.

 

Integrados numa missão da agência europeia Frontex, denominada “Poseidon Sea 2016”, uma equipa da Polícia Marítima (PM) esteve desde 01 de outubro de 2015 na ilha grega de Lesbos com a principal missão de busca e salvamento e de ajuda humanitária dos migrantes e refugiados que diariamente cruzam as águas do mar Egeu para chegar à Europa.

Num ano, a equipa portuguesa realizou 94 missões de busca e salvamento e resgatou do mar Egeu 3.674 pessoas, 894 eram crianças e bebés e 793 mulheres, segundo um balanço feito à agência Lusa.

A equipa de resgate prestou também primeiros socorros a 21 migrantes e refugiados, tendo-lhes administrado oxigénio e, em quatro casos, aplicado manobras de suporte básico de vida.

A PM recuperou igualmente do mar cinco cadáveres, apoiou 228 embarcações e deteve cinco facilitadores.

O subchefe Pacheco Antunes, que foi um dos chefes da missão da PM na Grécia, explicou à agência Lusa que, uns dias depois de trabalho no terreno, os agentes conseguem perceber quem são os facilitadores, aqueles que trazem os migrantes para um país sem autorizações e pertencem a redes de tráfico de seres humanos.

Dos cinco facilitadores detidos pela PM, três foram detetados quando largaram os migrantes na costa e voltaram para a Turquia, e os outros dois no mesmo bote dos refugiados, adiantou Pacheco Antunes.

No total, a viatura de vigilância costeira da PM fez 2.180 horas de navegação, 12.300 milhas náuticas e controlou 1.863 alvos, tendo prestado apoio a mais de 10.000 migrantes e refugiados.

Sempre que necessário, os elementos da PM apoiaram os migrantes e refugiados com mantas térmicas, águas e bolachas.

O chefe da área de operações da PM, comandante Dias Martins, que esteve várias vezes na Grécia para apoiar a equipa portuguesa, destacou à Lusa que, num ano, “os agentes da PM tiveram a oportunidade de trazer à vida duas pessoas que estavam em paragem cardiorrespiratória”.

“Durante este ano, com tanta gente que embarcou na embarcação portuguesa, não tivemos nenhum óbito”, disse.

O comandante Dias Martins sublinhou também que todos os elementos da equipa possuem cursos de suporte básico de vida avançados e, alguns deles, têm cursos de suporte básico de vida em combate, tendo sido treinados para ajudar “em todas as situações”.

A equipa da PM que hoje terminou o apoio à guarda-costeira grega foi composta por 11 agentes e dois técnicos de apoio e manutenção.

A operação da Agência Europeia da Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-membro da União Europeia (Frontex) tem ainda como objetivo cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e combater o crime transfronteiriço.


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