Polícia de Macau enfrenta desafios e reforma de policiamento tradicional

Polícia de Macau enfrenta desafios e reforma de policiamento tradicional

 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Fev de 2018, 09:48

A alteração da atividade criminal e os impactos produzidos pelo terrorismo vão trazer mais desafios para a polícia de Macau, mas também uma oportunidade de reforma do policiamento tradicional, afirmou esta sexta-feira o secretário para a Segurança.

Wong Sio Chak falava na cerimónia de tomada de posse do diretor da Polícia Judiciária (PJ) de Macau, Sit Chong Meng, sobre os novos desafios para os trabalhos policiais na Região Administrativa Especial chinesa.

"Na sequência do rápido desenvolvimento das tecnologias de informação, das alterações ininterruptas da forma e dos 'modi operandi' da atividade criminal, bem como dos impactos produzidos pelo terrorismo na segurança das zonas territoriais da periferia, a tendência de segurança de Macau, tanto na realidade como no plano virtual, tornar-se-á mais complexa", considerou.

Para o responsável, a situação representa "mais desafios para os trabalhos policiais" e, ao mesmo tempo, "uma oportunidade de reforma do modelo tradicional de policiamento".

Perante este quadro, Wong Sio Chak sublinhou esperar que "todos os dirigentes das forças e serviços de segurança mantenham a noção de risco" e cooperem para desenvolver o "policiamento inteligente" e aperfeiçoar "o regime de execução da lei", para "proteger a segurança do país, de Macau e de toda a população".

O novo diretor da PJ, Sit Chong Meng, afirmou estar "confiante e determinado" na concretização dos "conceitos policiais modernos" que são os policiamentos ativo, de proximidade e das relações públicas, para responder a uma "criminalidade complexa e variável", e "observar rigorosamente as linhas de ação governativa de servir melhor a população".

Sit Chong Meng sublinhou que "a situação de segurança mundial é imprevisível, o crime cibernético muito variado e os crimes tradicionais surgem em novas formas com recurso às tecnologias mais avançadas".

Na terça-feira, ao apresentar o relatório anual da PJ, o responsável anunciou que a organização de investigação criminal vai criar ainda este ano duas novas unidades, uma de cibersegurança e outra antiterrorista.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.