Polícia alemã confirma detenção de Puigdemont junto a fronteira com Dinamarca

Polícia alemã confirma detenção de Puigdemont junto a fronteira com Dinamarca

 

Lusa/AO Online   Internacional   25 de Mar de 2018, 11:29

A polícia alemã deteve o ex-presidente do governo regional da Catalunha Carles Puigdemont junto à fronteira com a Dinamarca, confirmaram hoje as autoridades alemãs.

De acordo com o advogado de Puigdemont, Jaume Alonso-Cuevillas, o ex-presidente da Generalitat permanece retido pela polícia alemã.

A detenção acontece na sequência de um mandado de detenção europeu e internacional por parte do Supremo Tribunal espanhol.

Segundo a polícia, através de um porta-voz citado pela EFE, Puigdemont foi detido numa autoestrada pelas 11:00 locais (cerca de 10:00 em Lisboa).

Segundo o jornal El Pais, a detenção ocorreu no estado de Schleswig-Holstein, o único que faz fronteira com a Dinamarca.

O jornal acrescenta que o Código Penal alemão prevê penas que vão de dez anos a prisão perpétua para crimes similares aos que são imputados em Espanha a Puigdemont.

No sábado, através da rede social Twitter, o ex-presidente do governo regional da Catalunha afirmou que vai "lutar até ao fim" por todos aqueles que considera "reféns de um Estado repressor" e pela "liberdade na Catalunha".

O Supremo Tribunal espanhol decidiu na sexta-feira aplicar prisão efetiva sem fiança a cinco políticos independentistas catalães, acusados de delito de rebelião, no quadro da tentativa de criação de uma república independente na Catalunha.

O ex-presidente da Generalitat, refugiado há alguns meses na Bélgica, deslocou-se nos últimos dias a Helsínquia para dar uma conferência, uma deslocação destinada a internacionalizar o processo independentista da Catalunha.

O juiz do Supremo Tribunal espanhol Pablo Llarena emitiu também mandados de detenção europeus e internacionais contra seis dirigentes independentistas pelo seu papel na tentativa de secessão da Catalunha, entre os quais Carles Puigdemont.

Segundo o deputado finlandês Mikko Kärnä, Puigdemont já deixou Helsínquia na sexta-feira à noite.



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